<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606</id><updated>2011-04-21T17:04:57.067-03:00</updated><title type='text'>100 Contos Que Não Valem Nada</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-9166847626468219742</id><published>2008-11-07T15:32:00.005-03:00</published><updated>2008-11-07T15:42:24.319-03:00</updated><title type='text'>La Sangre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;La Sangre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo tinha deixado de escrever. Acho que um ciclo havia se encerrado, os 100 contos tinham parado, misteriosamente, em 43. Hoje, eu decidi recomeçá-los. Não há uma razão específica para tal, apenas uma vontade de tentar concatenar novos momentos em antigos espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei muito antes de reconsiderar e escrever. Não acredito que eu ainda tenha leitores, talvez nem tenha mais fãs - fãs são legais, sempre te acham lindo. Obrigado, mãe. O motivo maior de reiniciar esta avnetura literária vulgar é lembrar que existem sangue e cicatrizes pulsando e escarando meu corpo; sangue e cicatrizes são elementos essenciais para se escreverem textos. Acredito que tenho a combinação dos dois, o que transforma meus textos em algo de fácil digestão como uma feijoada em dia útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez não utilizarei de artifícios ou espectros para escrever histórias, resumirei apenas uma autoconfissão da minha volta à escrita. Não para satisfazer ninguém (ninguém mais lê isso), mas apenas como uma auto-ajuda para que eu volte, paulatinamente, a expor meus sentimentos, emoções e sentidos, mesmo que travestidas em histórias cotidianas através de sobrenomes e sobre-egos, ou momentos dos outros que traduzo sob minha míope ótica peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título desta reestréia é "La Sangre". Primeiro porque a expressão em espanhol é forte, passional e de certa forma silenciosa, o que me gera identificação; segundo porque um bom título às vezes mascara um péssimo texto, e este pode ser o caso e; terceiro porque eu gostei, e isso é fundamental numa nova jornada. Escolhi o título como escolho cuecas,  de forma que sejam ambos sempre bonitos, limpos e não maculados por corpos estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, anuncio, depois de longo hiato, a minha volta. Este conto não deveria ser conto, por ter uma narrativa quebrada, nula, não-linear. Mas talvez seja o mais conto de todos os contos, por ser a minha história, a minha confissão, o meu redespertar. Cheio de neologismos, cheio de esperanças ou desesperanças, dependendo do ciclo. Meus contos continuam não valendo nada, ainda mais depois da alta do dólar, mas o autor vale muito, pelo menos a seus próprios olhos. Meu sangue pulsa, forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem-vindos de volta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-9166847626468219742?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/9166847626468219742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=9166847626468219742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/9166847626468219742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/9166847626468219742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2008/11/la-sangre.html' title='La Sangre'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-115349879222473040</id><published>2006-07-21T12:48:00.000-03:00</published><updated>2006-07-21T15:48:34.070-03:00</updated><title type='text'>Foco</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Foco&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;Abre os olhos. Observa o ventilador rodando freneticamente. Respira. Sente o prazer de respirar. Respirar é algo tão importante que é imprescindível. E é tão imprescindível que parece banal. Funga. Fungar é um ato inerente ao corpo humano, tem uma dose de prazer nisso. Não um prazer como de ir ao banheiro apertado, mas há um prazer nisso. Depois do sexo, ir ao banheiro descarregar as tensões do cotidiano é a melhor coisa do mundo. Levanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observa a manhã fria de uma cidade quante. Quer dizer, frio não é. Mas pra quem se acostuma com 30 graus, 24 é um friozinho. O que os locutores de futebol chamam de "temperatura agradabilíssima". Agradabilíssimo é não suar. Ou não tiritar. Acende um cigarro. Eta, vício maldito. Mas é bom. A nicotina invadindo os pulmões é algo sensacional. Não, não é a glamourização do vício, é apenas a constatação de um fato. É inegável que cigarro mata, mas o PCC também mata, atropelamento também mata.E ambos os citados não dão o prazer que o cigarro dá. Lava o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limpa os vestígios do sono anterior. A projeção astral de uma noite com metas a serem cumpridas. Sem pesadelos, apenas sonhos coloridos e preto-e-branco que se entremeiam alegremente. Parece presságio. Presságio é coisa boa, sempre. Os bons, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se banha, se veste, estuda, trabalha. Fuma, poucos cigarros, mas fuma. Entre vícios e virtudes, se equilibra. Busca a vida, sempre. Busca a vitória, sempre. Busca ter o sorriso limpo e a vida ganha. O foco é o alvo. O foco que falta quando abre os olhos ao acordar, mas sobra nas outras horas do dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-115349879222473040?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/115349879222473040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=115349879222473040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/115349879222473040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/115349879222473040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2006/07/foco.html' title='Foco'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-114850021077234085</id><published>2006-05-24T16:39:00.000-03:00</published><updated>2006-05-24T16:50:10.836-03:00</updated><title type='text'>Encruzilhada</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Encruzilhada&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia que parecia comum começava. Aqueles dias chuvosos do inverno. Nada diferente poderia acontecer, mas aconteceu. Um telefonema e uma enxurrada de propostas e sondagens. Perspectivas de mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereceram mundos e fundos, principalmente fundos. Para alguém que não vive com fundos, isso é tentador. Sabendo que não há mundo sem fundos, fica mais tentador ainda. No afã de seduzir, ofereceram sem explicar, jogaram com armas pesadas, montaram a encruzilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte e quatro horas é muito pouco tempo para se analisar algo. Só Jack Bauer consegue salvar o mundo em tão pouco tempo. Seres humanos que não são super-heróis demoram mais tempo ponderando coisas sérias. Embora os mundos e fundos oferecidos fossem sedutores, outras coisas teriam de ser pesquisadas, medidas e pesadas. O primeiro golpe no aliciador foi olhar para as outras saídas. Toda encruzilhada tem quatro vias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou consigo e pensou. Conversou com pessoas importantes, ouviu a intuição. Calculou profundamente ônus e bônus; analisou de novo e decidiu. Esperou o telefone tocar mais uma vez. Respirou fundo, argumentou, escutou a voz implodindo, mal-disfarçando o desgosto. Recusou a proposta, categoricamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais sedutor que seja o anseio, por mais belo que seja o demônio, a encruzilhada tem quatro saídas. Por mais que sejam oferecidos mundos e fundos, satisfação instantânea, há sempre um oásis no fim de um longo caminho. E o mundo real nunca é oferecido entre mundos e fundos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-114850021077234085?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/114850021077234085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=114850021077234085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114850021077234085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114850021077234085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2006/05/encruzilhada.html' title='Encruzilhada'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-114677240786629323</id><published>2006-05-04T16:45:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T16:53:28.056-03:00</updated><title type='text'>Fumaça,engrenagem e vida cotidiana</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Fumaça, engrenagem e vida cotidiana&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; Lá vamos nós, caminhando a passos rápidos, lépidos. Um dia como outro qualquer, onde nos defrontamos com a realidade em preto e branco de uma cidade comum, que alguém teima em definir como "esplêndida". Esplêndidos são a simplicidade, a dignidade e o conforto. Palavras abstratas nos tempos de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubam nosso dinheiro, subestimam nossa inteligência. Teimam em renegar as poucas horas de l(pr)azer que temos. O mundo voa enquanto caminhamos. E caminhamos lépidos. Quem somos nós? Quanto vale nosso esforço? Você tem esperança de que? Você tem esperança de? Você tem... esperança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ponteiros do relógio se cruzam mais uma vez. Poente e nascente se confudem, misteriosos e jocosos. Desejos, sonhos e aspirações viram peças de Lego cujos encaixes caprichosamente não coincidem. Simplicidade, dignidade, conforto. Sonhos. Você sonha com o que? Você sonha com? Você... sonha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vamos nós ao fim do dia, com sonhos e dinheiro virando fumaça na fábrica de consumo cotidiano. A vida cotidiana tão profunda por ser rasa, na qual nossos mais infantis pedidos são conseguidos de forma dura. Engrenagens somos nós, feitos de carne e osso, além de cores belas do futuro que teima em não chegar, e descolore no presente. Por que vivemos? Vivemos por saber que podemos pintar o futuro, podemos ser donos da aquarela que hoje em dia está nas mãos de alguém que não tem talento ou dedos pra pintar. Você, eu, nós. Engrenagens a pleno vapor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-114677240786629323?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/114677240786629323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=114677240786629323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114677240786629323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114677240786629323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2006/05/fumaaengrenagem-e-vida-cotidiana.html' title='Fumaça,engrenagem e vida cotidiana'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-114608202819427019</id><published>2006-04-26T17:05:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T17:20:14.256-03:00</updated><title type='text'>JB e a captura de Mr.Mendes</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;JB - A captura de Mr.Mendes&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como vimos na última aventura de JB, Mr.Danza passou-lhe a obrigação de capturar Mr.Mendes. Nosso agente terá de fazer esse serviço sujo em troca da manutenção de vida. Coisa simples, um serviço pela vida. Quase um Criança Esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 25 dias do encontro no cassino, Mr.Danza liga para JB: " - Cabrón, llegou a hora. Yo quiero Mendes! Mandarei um amigo lhe buscar". Nos primeiros sinais do pôr-do-sol, pára um ruivo na agência da Caixa Econômica Federal: cabelos desgrenhados, guia de oxalá, calça branca e camisa azul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orestes Vareta é o bicheiro mais famoso do Rio de Janeiro. Substitui Carlinhos Maracanã no comando da Portela. Cara humilde, gente fina, sangue bom, o Vareta. Parou com seu Mustang azul e chamou JB para executar seu serviço: " - ô Federal, tu usa arma?" JB, incrédulo e sarcástico, respondeu: " - Sou a favor do desarmamento, mas tenho uma Beretta comigo.". "- Então é melhor polí-la, hoje é chapa quente!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram em direção a Academia Soares, na Freguesia. Soares é o sobrenome de Thin, um ex-professor de educação física que venceu na vida graças ao tráfico de anabolizantes e trabalhos de segurança. Mr. Thin Soares realizou inúmeros trabalhos para a Máfia, até que conheceu Mr.Mendes, que virou seu chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr.Mendes foi forjado nas ruas. É mestre em comércio exterior, não o que se ensina nas universidades, mas aquele que consiste em fazer o circuito Rio- Ciudad del Este - Puerto Iguazu - Foz do Iguaçu - Rio. Hoje é dono de mais de cinqüenta pontos de venda de coisas falsificadas em várias cidades do Brasil, como Caruaru, Embu, Itu, e coisas do tipo que terminam com u.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos negócios descritos acima, Mr.Mendes comanda a maior equipe de funk do Rio de Janeiro atualmente, a Tufão 3000. Tudo ia muito bem para Mr.Mendes, até que ele se envolveu com a Máfia. Negociar Natu Nobilis como se fosse Johnny Walker foi um ato cruel, muito cruel. Mr. Mendes costuma malhar na academia de seu segurança particular, e foi lá que Orestes Vareta levou nosso agente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB foi reconhecido por Mr. Soares da porta. Com seu jeito garoto maroto travesso acabado de sair da Caixa Econômica, seria impossível para um membro do círculo do crime não saber quem é. E Soares decidiu impedir a entrada de JB, a qualquer custo. JB chamou Vareta num canto e falou que resolveria aquilo sozinho, com um plácido diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Quem é você?"&lt;br /&gt;" - Eu sou Soares, e você é JB, eu sei"&lt;br /&gt;" - Que bom que você sabe, minha reputação está em alta mesmo. Quer um autógrafo?"&lt;br /&gt;" - Eu sou seu fã, mas não quero um autógrafo. Vim aqui para impedir você de entrar. Você não é bem vindo aqui."&lt;br /&gt;" - Por que não sou bem vindo aqui? Você pode me dar 3 motivos? E eu vou entrar sim, preciso falar com um amigo nosso."&lt;br /&gt;" - Você não é bem vindo porque: 1 - Você é o JB; 2 - Eu não gosto de tiras no meu estabelecimento, não dos honestos e; 3 - Você está vendo meu tamanho né? Eu não quero lhe machucar."&lt;br /&gt;" - Está bem Soares, serei bem convincente. Eu vou entrar por 3 motivos: 1, 2, 3: Eu tenho uma arma, carregada e apontada para sua cabeça. E posso garantir que esta frase não tem conteúdo erótico, embora as armas tenham tamanho similar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr. Soares, sem opção, deixou JB e Orestes Vareta entrarem. Encontraram facilmente Mr.Mendes, o bandido platinado. Mr.Mendes olhou para os dois e disparou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Quanto vocês querem para me deixar em paz? 100.000 reais?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao que JB respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Você acha que minha dignidade vale 100.000 reais?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vareta murmurou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - A minha vale..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de olhar com cara feia para Vareta, JB prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Mendes, vacilaste com Mr.Danza. Ele quer tua cabeça. Como tu és procurado por contrabando, é unir o útil ao agradável."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendes olhou desconfiado e falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Tenho alternativa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB, o sábio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Tem. Ligue para aquele bando de delegados gordos que compra contrabando com você. Aproveita e liga para aquele Secretário de Segurança canastrão, eles irão lhe ajudar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendes se perguntava porque JB estava dando a dica. JB falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Enquanto você estiver nas ruas, Mr.Danza não reina só. E isso diminui meus problemas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 23:30, no jornal noturno, apareceu Mr.Mendes sendo preso. Orestes Vareta ligou para Mr.Danza confirmando toda a prisão, sem contar nada do que ouviu lá. Afinal, sua dignidade valia 100.000 reais, e o silêncio saía na promoção. Mr.Danza ficou todo feliz e agradeceu a JB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, Mr. Danza liga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Rrota Bê, Mendes fugiu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Ô Mr.Danza? Eu tenho cara de carcereiro? de babá? Então é o seguinte: Eu fiz o combinado, agora é cada um por si. Se você o deixou fugir, azar. E se ligar de novo para cá, eu vou rastrear sua ligação e prendê-lo, ok?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Cabrón..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Cabrón nada. Não me aporrinha!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr.Mendes foi tirar umas férias no Paraguai. Mr. Danza ficou possesso com a atuação da polícia no caso, e resolveu saquear os depósitos de Mr.Mendes. Orestes Vareta foi ver o samba da Portela com mais dinheiro no bolso que ele imaginava conseguir na empreitada. JB foi dormir, porque amanhã o banco abre cedo, para atender aposentados. Agente secreto sofre...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-114608202819427019?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/114608202819427019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=114608202819427019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114608202819427019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114608202819427019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2006/04/jb-e-captura-de-mrmendes.html' title='JB e a captura de Mr.Mendes'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-114599346311166293</id><published>2006-04-25T16:25:00.000-03:00</published><updated>2006-04-25T16:31:03.193-03:00</updated><title type='text'>JB e o Cassino</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;O Cassino (11/2004)&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grande agente secreto Julio Barros estava atarefado demais com as burocracias do seu disfarce de bancário da Caixa Econômica Federal. JB - como o bom whisky, o bom jornal e o quasevoltandoaserbom zagueiro - se via envolto no meio de tantos processos e aberturas de contas infindáveis, que conseguiu durante um bom tempo se esquecer da máfia hispano-armênia liderada por Mr.Danza e Mr.Avzaradel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia o seu celular toca. Ele não consegue atender e liga de volta, a cobrar, claro, uma vez que não pode dar na pinta do seu glamuroso emprego de agente do governo. Era sua chefe, Mrs. Ebrenz. Uma agente de grande conceito, casada com um romeno que vivia na Albânia e é refugiado do Kosovo - Mr. Kasiarz - Mrs. Ebrenz acumula as funções de agente-chefe da organização com as de dona de casa, mãe 24 horas, dona de um boxer e praticante de boxe. Com essas credenciais, JB sabia que aquela ligação não era brincadeira e tratou de ser o mais singelo e humilde possível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; - Oi Chefe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- JB, a máfia abriu mais um estabelecimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério? mais uma casa de família?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, agora é um cassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um cassino? Sério? Onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na esquina da Rua do Riachuelo com Tadeu Kosciusko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, irei para lá assim que atingir minha meta de clientes diários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo. Lembre-se que o estabelecimento é disfarçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok Gostos... ops, chefe&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de mais um dia de trabalho, JB foi ao Bairro de Fátima, um aprazível bairro do Centro do Rio, conhecido por sua fartura, supermercados e motoristas de ônibus que atropelam velhinhas. Chegando lá, JB não conseguiu acreditar quando viu o disfarce no qual o cassino se escondia: A Toca do Coelho, que para as classes C, D e E tem o mesmo peso de uma Confeitaria Colombo. Sabia que ali era um disfarce, mas não sabia como entrar. Ficou de tocaia, quando viu uma figura muito conhecida aparecer de batina e sandálias franciscanas: Monge Antonino, a figura mais amada do Leblon, a ponto de ofuscar Manoel Carlos quando aparece na rua. O Monge era tão habilidoso com as cartas quanto comendo hóstias, e JB sabia disso. Ouviu a Senha disparada pelo Monge - &lt;i&gt;"Vim buscar meus ovos de páscoa"&lt;/i&gt; -  e mandou a mesma ladainha, adentrando o recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá dentro, atrás de vários ovos e chocolate do século passado, estava a porta que levava ao cassino. O que JB não sabia, nem desconfiava, era que lá dentro estava a nata da máfia hispano-armênia: Mr. Danza, dono de 95% do Bairro de Fátima - &lt;i&gt;"como não pensei nisso antes, que droga!"&lt;/i&gt; - Mr. Avzaradel, entre outros. Uma presença chamava atenção no local. Um empresário, do alto de seus 1,40m. Óculos redondos, figura franzina, político conhecido na cidade inteira, Mr. Potter foi fazer uma fézinha justamente aquele dia. Encontrou uma mesa conhecida: de um lado, Mr. Danza e Caveirinha, seu segurança particular que tem esse nome justamente por causa disso que você está pensando, além de Mr.Avzaradel, claro. Do outro, Mr. Potter e o Monge Antonino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após, chegou o mais temido bicheiro da Tijuca, Luis del Samba. Del Samba disputa com Orestes Vareta a maior quantidade de pontos de bicho da cidade. Ele fica com a área do bairro Tijucão, enquanto Orestes domina Madureira, Oswaldo Cruz e adjacências. Del Samba provavelmente queria se aliar a Mr. Danza, mas quando Mr.Danza o olhou, apenas o cumprimentou brevemente, soltando um petardo direcionado a nosso agente fanfarrão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Rrota Bê, porque me persegues?"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que o agente respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; "Veja bem Mr. Danza, talvez porque seja uma personagem exclusiva do autor deste texto, talvez porque eu trabalhe em uma agência do governo e você seja criminoso, ou só de sacanagem, isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que aqui estão algumas das maiores entidades do Rio de Janeiro, e as coisas vão ficar difíceis. Pra quem eu não sei..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr. Danza não perdeu a calma, escoltado no seu portunhol herdado de Chico Recarey:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Rrrrota Bê, não sea tan radical. Usted tem de ver el seguinte: Estoy precisando de sua ajuda. Usted acha que entraria aqui se eu não quisesse falar com você?"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do óbvio ululante pintado em sua frente, JB resolveu contemporizar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"tem um whisky aí?"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Mr. Danza falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Usted tiene de me ajudar... Mr.Mendes me vendeu 300 garrafas de Natu Nobilis como se fuera Johhny Walker. Así fica difícil trabalhar... muy complicado!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta enveredou por vários caminhos e ficou acertado que capturar Mr.Mendes era una missión por fuera de JB. Assim, com sua vida garantida - e uns trocados também - nosso agente se dedicou a ver o jogo de poquer, uma rodada que contava com Potter, Monge, Danza e Avzaradel, até porque, com um texto deste tamanho, capturar Mr.Mendes só em um futuro episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida caminhava dramática. Uma fortuna rondava a mesa. O Monge, tenso, aposta uma soma alta, rezando para que ganhasse a rodada e não desperdiçasse todo o dízimo daquele mês; Avzaradel, como sempre seguro e falastrão, debocha, cobra e pede o dobro; Potter diz, seguro: &lt;i&gt;" - 100 paus"&lt;/i&gt; e coloca um caminhão de fichas de 1000 na mesa. Todos se entreolham e Danza, solta a pérola: &lt;i&gt;" - Yo sé que tu não tienes pau, sendo así cubro su oferta, dobro o valor em dinero e quero su mujer!"&lt;/i&gt;. O clima pesa, Potter aceita a aposta - &lt;i&gt;"Leva aquela baranga, mas se eu ganhar quero três garotas suas para serem minhas faxineiras. Eu pago pra ver" - &lt;/i&gt;. Danza aceita, olha para JB e indaga: &lt;i&gt;" - Rrrrota Bê, que achas?"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB finaliza, de pronto: &lt;i&gt;" É óbvio que o monge vai levar."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se entreolham, e JB continua: -&lt;i&gt;"Todos querem lavar seu dinheiro... Potter não quer se livrar da baranga, filha de um deputado do PDT de mil novecentos e Leonel Brizola era vivo, pois sabe que sem ela, ele é um nanico, sem trocadilhos. Muito menos você se desfaria de três meninas tão fácil. Avzaradel foi seu testa-de-ferro, para variar."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos, com exceção d´O Monge ficam furiosos, mas se calam e dão o dinheiro para o clérigo. Danza olha para JB e diz: &lt;i&gt;"Mendes, em un mês, cabrón"&lt;/i&gt;. Os outros só externam sua raiva. O Monge mostra discretamente seu ridículo par de 6, com um sorriso agradecido e nosso agente pensa na explicação que dará a Mrs. Ebrenz, que fatalmente perguntará porque o cassino continua funcionando... sai pela cidade e ainda encontra Del Samba: &lt;i&gt;" Diz aí, ô federal... quer uma carona?"&lt;/i&gt;. Às 3 da manhã, convém aceitar más companhias...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-114599346311166293?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/114599346311166293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=114599346311166293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114599346311166293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114599346311166293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2006/04/jb-e-o-cassino.html' title='JB e o Cassino'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-114557334857915671</id><published>2006-04-20T19:46:00.000-03:00</published><updated>2006-04-20T19:49:08.593-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;JB - O Agente Secreto (09/2004)&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grandes escritores criaram agentes secretos. Peter Vest-Pocket por Veríssimo, Poirot por Agatha Christie, Sherlock Holmes por Connan Doyle e afins. Todos com nomes pomposos e espalhafatosos, adornados com aquele sotaque gringo. Estava na hora de um agente brasileiro surgir. Nada melhor que eu, um escritor de 100 contos que não valem nada, relatar as aventuras (e por vezes desventuras) de um agente real, de carne e osso, que transpôs a vida e entrou num blog: Júlio Barros, o mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio não joga poker, Júlio joga truco; Não dança valsa, dança flamenco; Não fuma cachimbo, fuma cigarros light; Não tem a filatelia como hobby, mas pesca nas pedras do Arpoador; Enfim, Júlio Barros é o que há de mais moderno em nível detetivesco(sic) no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E antes que o comparem com outrem, Júlio não é como Ed Mort que só vive sem dinheiro. Ele é da ABIN, Agência de Inteligência do Governo, mas é tão genial que se disfarça de bancário da Caixa Econômica para não levantar suspeitas. É capaz de levar as moças a loucura com seu charme e tiradas. Um gentleman, um mito. Não tem o Aston Martin de Bond, James Bond, nem é grudento como Zeen, Andre Zeen; Anda de ônibus para não dar pinta de bon vivant e poder falar de igual pra igual com o povo, seu maior informante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem diversos casos fantásticos e frequentará esse bar de vez em quando, contando estórias sobre a máfia hispano-armênia liderada por Mr. Danza e Mr.Avzaradel; O charlatanismo barato de Mr.Potter; O tráfico de entorpecentes de academia de Mr. Thin Soares e o tráfico de Natu Nobilis de Mr.Mendes, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Caso Help! - Caso nº098282827&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam alguns integrantes da Máfia Hispano-Armênia denominada de Los Mengones de Ierevan na porta de uma casa familiar em Copacabana, cujo nome é Help!. Esta Máfia comprou todas as residências de Copacabana, como a Balcony, a Cicciolina e a Help!, para abrigar meninas desamparadas. Pois bem, Marcus Cryptus Virgilius, um grego da cidade de Voltius Redondus radicado no Rio, chamado por todos da organização simplesmente de "De La Crypta" (os codinomes em espanhol são exigência de Mr.Danza, o grande chefe de 1,69 e ½ m que dirige a organização), percebeu a presença de Júlio Barros (&lt;i&gt; - "Meu nome é Julio Barros, JB para os íntimos. JB, como o bom jornal, o bom whisky e o mau zagueiro"&lt;/i&gt;) no lar familiar da Help, e designou Lolita Nery para tentar seduzí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lolita Nery era o tipo de mulher que todo homem sabe que um dia vai cruzar sua vida: Bonita, gostosa, indecisa e irritante o suficiente para deixar qualquer um louco. Ela mirou nos olhos de JB, de forma caliente. Pediu para ele um Dry Martini, ao que ele respondeu, mais dry que o próprio Martini: &lt;i&gt; "- Trabalhando na Caixa, você acha que tenho como pagar drinks para as mulheres?"&lt;/i&gt;. Ela perguntou: &lt;i&gt;"- Você é banqueiro?"&lt;/i&gt;. Ele respondeu: &lt;i&gt;" - Não, sou bancário, e tenho ainda uma profissão secreta, que complementa meu salário."&lt;/i&gt;. Papo vai, papo vem, de la Crypta manda Lolita seduzir nosso herói, que já tinha tomado uns 20 copos de whisky (&lt;i&gt;-"Whisky bom, é JB?"&lt;/i&gt;) e levá-lo para o quarto, para que a Máfia desse cabo dele, antes que ele desse cabo da Máfia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lolita chega para JB e dispara, lânguida: &lt;i&gt;"- Você é muito sedutor, eu quero você esta noite... vou lhe matar de prazer"&lt;/i&gt;. Ao que ele respondeu com um singelo e cativante olhar; Lolita então falou "&lt;i&gt;- Você me quer?"&lt;/i&gt;. Ele respondeu: "&lt;i&gt; - "Claro, eu sou bancário, mas isso não significa ser gay"&lt;/i&gt;". Então ela disse: "&lt;i&gt;- "Vamos para o quarto, meu cachê é trezentos reais. Quero te enlouquecer e saber sobre essa profissão secreta que tens. Estou muito interessada nela.&lt;/i&gt;". JB balançou a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar pelo bar, Lolita cochicha para De La Crypta:&lt;i&gt;"Espere eu pegar o dinheiro dele. Depois aciono o botão, você entra no quarto com Mr. Dib Al-Baranga e detone JB"&lt;/i&gt;. Sob olhar cúmplice de seu parceiro de pilantragem, Lolita busca JB, carregando-o pela mão. Chegando ao quarto, tiram a roupa, fazem amor loucamente e depois Lolita vai cobrar o dinheiro. JB olha para ela, sério, e diz: &lt;i&gt;"Lembra da minha profissão secreta?"&lt;/i&gt;. Ela: &lt;i&gt;"Ahan"&lt;/i&gt;. Ele, compenetrado:&lt;i&gt;"Pois é, além de bancário sou michê"&lt;/i&gt;. Ela olha... ele continua:"&lt;i&gt; E cobro trezentos e cinqüenta reais. Sendo assim, eu vou embora agora, pela saída de emergência e você me deve cinqüenta, que cobrarei devidamente depois."&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lolita ainda grita e aciona os capangas da Máfia, mas a esta altura JB já está na Barata Ribeiro, caminhando pela madrugada com as calças na mão, cantando (e vestindo)uma samba-canção. Para a Máfia resta armar outra arapuca, antes do grande agente secreto começar a agir novamente, colocando os negócios escusos da Organização em risco; E para Lolita resta o ódio, a camisa US Top azul, de algodão, e a noite de amor mais surpreendente de sua carreira de menina de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(N. da LE. Todos os textos da série "Julio Barros, o agente secreto" utilizam-se de casos do Mengão adaptados, mudando os personagens, mas sempre homenageando os amigos. Sendo assim, nenhum dos meus amigos é contrabandista, mafioso, puta e afins... é apenas ficção. hahahaha ;))&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-114557334857915671?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/114557334857915671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=114557334857915671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114557334857915671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114557334857915671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2006/04/jb-o-agente-secreto-092004-grandes.html' title=''/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-114530704918032396</id><published>2006-04-17T17:37:00.000-03:00</published><updated>2006-04-17T17:50:49.306-03:00</updated><title type='text'>Abril</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;Abril&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;      É um mês. Só um mês, como tantos outros onze do calendário. O mês onde as folhas do outono começam a cair, amareladas e secas. O mês da renovação. Abril, o mês no qual nasci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Quando lembro do que não lembro, ou seja, dos primeiros anos de vida, vejo o quento o ser humano pode crescer e mudar. Melhor, moldar. Se moldar às necessidades e dificuldades de uma vida em amplo e intenso movimento. Dos meus sonhos, de mais variadas formas e formações, só sobrou o bojo, o caráter, a iniciativa de fazer e realizar. Deve ser assim como todo mundo. Eu sempre quis ser um monte de coisas. Hoje, sou eu. E isso é muita coisa, pelo menos pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Lembro também dos amores inesgotáveis e doloridos, que no ano seguinte já estavam esquecidos, ao passo que o verdadeiro amor, mesmo com todas as lutas, sempre se faz presente. Da rejeição, da popularidade, os extremos que sempre permeiam a vida de qualquer sujeito. Do dia em que o sangue jorrou pela primeira vez e todos viram; do dia em que jorrou silencioso e ninguém pôde (ou quis) ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Recordo do dia em que Daniel Day-Lewis mudou minha vida, "Em nome do Pai". Em que fui um paciente britânico para me apaixonar perdidamente por Juliette Binoche, que vi Denzel Washington e Tom Hanks dizerem pra mim, só pra mim: Moleque, vai lá e faz direito, é a sua cara. Muitas coisas se passaram, 2 títulos brasileiros do Mengão, 2 mundiais da Seleção, e uma derrota pra França por 3 x 0, quando eu estava brigando com uma namorada e meu celular voou uns 20 metros, e acreditem, a culpa não foi do Zagallo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Mais um mês de um ano se passa... pra mim é mais um ciclo que se fecha. Como as árvores, minha folhas caem e se transformam neste mês. Afinal, eu sou de abril. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-114530704918032396?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/114530704918032396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=114530704918032396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114530704918032396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/114530704918032396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2006/04/abril.html' title='Abril'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-113683188919122828</id><published>2006-01-09T15:27:00.000-03:00</published><updated>2006-01-09T15:42:18.686-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Pegadas de Sonho&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu nunca acreditei em finais felizes. Quer dizer, só os das músicas do Chico Buarque, quando as mesmas têm finais felizes. Nunca acreditei em campanhas contra a África, nem em humanidade exagerada. Eu sempre tive o inalcançável sonho de alcançar o eterno amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheci uma menina escocesa e me apaixonei. Um engano mortal, o meu. A única coisa escocesa pela qual eu devaria render amor eterno se chama Whisky. Mas cometi este pecado de me encantar por um legítimo scotch de saias. Saias, não &lt;i&gt;kilt&lt;/i&gt;, e não vou gastar linhas explicando a diferença entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, meu relacionamento com a menina escocesa se acabou, como uma boa garrafa de whisky. E deixou ressaca, como uma garrafa de Teachers barato. A culpa não foi dela, nem minha, A culpa é da culpa. É sempre assim. Resta-me juntar os cacos e seguir em frente, me lembrando dos meus dogmas pessoais. Que não há finais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há finais felizes, não há finais felizes. Enquanto faço meu mantra particular, passa uma graciosa menina ao meu lado, com um perfume suave e sedutor. Meu mantra vai por água baixo, meus hormônios cabeças acima, e decido me lançar ao inalcançável sonho de alcançar o amor. Mesmo que eu me desminta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Post inspirado e em homenagem a Daniel de Pinho, the jack friend&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-113683188919122828?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/113683188919122828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=113683188919122828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113683188919122828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113683188919122828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2006/01/pegadas-de-sonho-eu-nunca-acreditei-em.html' title=''/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-113562257300813979</id><published>2005-12-26T15:34:00.000-03:00</published><updated>2005-12-26T15:42:53.016-03:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre a vida</title><content type='html'>Da série poemas que não valem nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;center&gt;Reflexões sobre a vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um ano de tantos anos se passa,&lt;br /&gt;Onde você conheceu gente sem graça,&lt;br /&gt;mal-educada, mal-amada, idiota e com pirraça&lt;br /&gt;e que não vai fazer a mínima falta se se escafeder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conheceu muita gente boa, &lt;br /&gt;que vale, ouro, prata, diamante e cerveja&lt;br /&gt;tudo ao mesmo tempo, à mesma hora&lt;br /&gt;que está ao seu lado quando ri, ou quando chora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao longo do tempo que corre,&lt;br /&gt;teima em reclamar da vida.&lt;br /&gt;Pouco tempo, muita dívida,&lt;br /&gt;muita coisa mal-resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa de ser bobo, corra atrás do seu sonho.&lt;br /&gt;A vida é indomável, é um cavalo sem sela.&lt;br /&gt;E se ela lhe virar as costas,&lt;br /&gt;passe a mão na bunda dela!&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-113562257300813979?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/113562257300813979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=113562257300813979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113562257300813979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113562257300813979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/12/reflexes-sobre-vida.html' title='Reflexões sobre a vida'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-113459661134278394</id><published>2005-12-14T18:35:00.000-03:00</published><updated>2005-12-14T18:43:31.353-03:00</updated><title type='text'>Cinco quadras</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Cinco Quadras&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Eu, andarilho&lt;br /&gt;lutando uma batalha sem fim,&lt;br /&gt;para ser feliz com meu amor,&lt;br /&gt;que mora a uma quadra de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, ser humano&lt;br /&gt;frágil, cheio de dúvidas,&lt;br /&gt;sonho em me encontrar&lt;br /&gt;a duas quadras de qualquer lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, guerreiro&lt;br /&gt;insensível, revoltado&lt;br /&gt;com os preconceitos que permeiam&lt;br /&gt;tabuleiros e quadras que me rodeiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sonhador&lt;br /&gt;que busco a vitória onde for&lt;br /&gt;e vou conseguir triunfar&lt;br /&gt;em todas as quadras em que eu pisar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, escritor&lt;br /&gt;com pequenas e curtas linhas&lt;br /&gt;fiz cinco quadras de vida&lt;br /&gt;vida dura - mas linda - é a minha.&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-113459661134278394?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/113459661134278394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=113459661134278394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113459661134278394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113459661134278394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/12/cinco-quadras.html' title='Cinco quadras'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-113147410595173757</id><published>2005-11-08T15:10:00.000-03:00</published><updated>2005-11-08T15:21:45.983-03:00</updated><title type='text'>Oswaldo, o Workaholic</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Oswaldo, o Workaholic&lt;/center&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oswaldo é um cara trabalhador. Trabalhador até demais. Professor de pré-vestibular dedicado, daqueles que chegam em casa no fim da noite e tem de acordar no meio da madrugada. Observe o fim de um dia de Oswaldo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(00:30) - Bom, são 00:30. Colocarei o despertador para às 3, acordarei e farei mais uma prova para meus alunos.&lt;br /&gt;(02:00) - Ronc! Zzzzzz...&lt;br /&gt;(03:00) Trrrrrrrriiiiiiiiiiiimmmmm!!! - Porra, três da manhã! Vou colocar o despertador meia hora mais tarde.&lt;br /&gt;(03:30) Trrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmm!! (acorda, com os olhos remelados). - PQP! Já se passou meia hora! Vou colocar mais quinze minutinhos...&lt;br /&gt;(03:35) (liga o computador, acende o cigarro, bebe coca-cola, começa a fazer a prova)&lt;br /&gt;(03:45) Trrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmm!! - Merda... eram só mais quinze minutinhos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-113147410595173757?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/113147410595173757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=113147410595173757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113147410595173757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113147410595173757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/11/oswaldo-o-workaholic.html' title='Oswaldo, o Workaholic'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-113034449391015143</id><published>2005-10-26T13:20:00.000-03:00</published><updated>2005-10-26T13:39:04.883-03:00</updated><title type='text'>Barcos</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;Barcos&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há nada mais imprevisível do que estar em um barco. Quem navega não sabe o que vai encontrar, por quantas intempéries irá passar e, às vezes, nem para onde o destino o levará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A vida é como um barco. Por vezes, ultrapassa longos períodos de calmaria, até que uma tormenta vem e a faz sacolejar mais do que folião em Olinda. Cruza portos distantes sem saber se vai voltar. Sente saudade do que ficou para trás, e fica cheia de vontade de buscar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste barco que é a vida, quem a vive é comandante. E como comandante, todos são um pouco Santiago. Santiago é personagem de "O Velho e o Mar", de Hemingway. Pescador que acredita que um dia conseguirá capturar o maior peixe de todos e, quando o faz, encara uma série de acontecimentos que testam todos os seus limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então, dirijo-me a você, comandante de seu barco: Não se arrependa de deixar portos; não desista de buscar seu peixe grande, nem quando intempéries acontecerem e não olhe para trás. Eu sei que Hemingway falou disso muito melhor que eu, mas quem sabe se tentar chegar perto dele não seja a missão do meu lado Santiago?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-113034449391015143?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/113034449391015143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=113034449391015143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113034449391015143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/113034449391015143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/10/barcos.html' title='Barcos'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-112067373543520456</id><published>2005-07-06T15:09:00.000-03:00</published><updated>2005-07-06T15:15:35.443-03:00</updated><title type='text'>Tempo que passa</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Tempo Que Passa&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que passa tão rápido que você não vê&lt;br /&gt;O tempo que passa tão lento que agonia&lt;br /&gt;O tempo que passa tão cruel que amassa&lt;br /&gt;O tempo que passa tão bom que cicatriza&lt;br /&gt;O tempo que passa tanto tempo que dá saudade&lt;br /&gt;O tempo que passa tanto tempo que você esquece&lt;br /&gt;O tempo que passa relaxado que você escreve&lt;br /&gt;O tempo que passa estressado que você foge&lt;br /&gt;O tempo que não passa - atraso&lt;br /&gt;O tempo que passou - atrasado&lt;br /&gt;O tempo do relógio, da ampulheta&lt;br /&gt;O tempo do amor que não passa&lt;br /&gt;O tempo...&lt;br /&gt;O tempo do meu cyber acabou - droga&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-112067373543520456?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/112067373543520456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=112067373543520456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/112067373543520456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/112067373543520456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/07/tempo-que-passa.html' title='Tempo que passa'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-111970724328000651</id><published>2005-06-25T10:39:00.000-03:00</published><updated>2005-06-25T10:47:23.506-03:00</updated><title type='text'>Drops de amor</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;Drops de Amor e Coca-Cola&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor?&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Você me ama?&lt;br /&gt;- O que você acha?&lt;br /&gt;- Eu acho que você deveria responder minha pergunta.&lt;br /&gt;- Ahn.&lt;br /&gt;- E aí, você me ama?&lt;br /&gt;- É claro! Não faço tudo por você?&lt;br /&gt;- Faz. Quer dizer, não sei.&lt;br /&gt;- Não sabe?! Como assim "não sei"?&lt;br /&gt;- Ah amor, estamos juntos há muito tempo. Há certas coisas que talverz você não faça mais por mim....&lt;br /&gt;- Tipo?&lt;br /&gt;- Tipo.....Você compraria um cigarro e uma Coca-cola para mim? Num temporal?&lt;br /&gt;- Claro! Hunf...&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Sério?&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;(expressão indignada)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;- Ó amor, aqui tem o dinheiro e ali, o guarda-chuva. Demora não....&lt;i&gt;(voz melosa)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;- $#@&amp;*&lt;br /&gt;- Eu também te amo, meu lindo!!!&lt;br /&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Enquanto estou sem cpu, escrevo a mão e a patroa digita.A única coisa a concluir: não sei mais escrever sem cpu.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-111970724328000651?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/111970724328000651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=111970724328000651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111970724328000651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111970724328000651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/06/drops-de-amor.html' title='Drops de amor'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-111456203419861477</id><published>2005-04-26T21:32:00.000-03:00</published><updated>2005-04-26T21:33:54.200-03:00</updated><title type='text'>Bolero Dreams</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Bolero Dreams&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite. Mais uma noite. Só mais uma noite? Não, ainda uma noite... uma noite triste, em um lugar triste. Quer dizer, uma discoteca que toca techno a noite inteira não é um lugar necessariamente triste. O som é aquele bate-estaca que todos os modernos acham o máximo. Eu não sou moderna. Quer dizer, até me acho moderna, mas não gosto deste tipo de som. Além do que, acho qualquer boate da moda uma mistura de boca de fumo com motel, guardadas as devidas proporções de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina dança. Dança nada. Mentira minha. Começos de parágrafos geralmente pedem uma idéia. Sou muito egoísta para começar um parágrafo dizendo a verdade, ainda mais se a verdade é sobre mim. Tampouco sou forte o suficiente para manter a mentira. Mentiras são mais complexas que um jogo de War II, quando você só tem a Ilha de Sumatra. Ok, admito que nem todo o parágrafo que começo é mentira, mas esse foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confusa, muito confusa. Devem ser os quatro sex on the beach. O drink, porque a fantasia não se realiza faz tempo. Você deve se perguntar o porquê de uma menina de 19 anos não ter sequer um raciocínio linear, nem um passatempo horizontal. Poderia responder que conheço mulheres de 27 bem piores do que eu, mas seria fugir da pergunta. Então serei direta como poucas vezes fui em minha vida: Me sinto só. Sou só. O fato de beijar a boca de alguém não me faz ser menos só. E não adianta procurar nos lugares onde vou. Porque não vou achar o que quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei, deveria freqüentar outros lugares. Quem iria comigo? O lugar que quero ir é lugar nenhum, é o meu lugar, qualquer lugar. É encontrar uma cara-metade, para tomar e fazer sex on the beach. É rir de tudo e chorar por nada, sem encontrar nenhuma explicação para quaisquer das alternativas citadas. É ser feliz sem precisar pensar em sê-lo, algo automático como ir ao banheiro pela manhã, ou olhar uma notícia em uma revista de fofoca quando se passa pela banca. É escutar as músicas melosas do Guilherme Arantes e do Roupa Nova com a reverência que se escuta Chico Buarque. É dançar bolero sem soar ridículo, mesmo sabendo que soa. Pelo menos na minha idade soa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, amar é ridículo. Pois que é lindo. Lindo (e ridículo) como o bolero. E isso é um sonho. E vou continuar sonhando este sonho. Compassado... dois pra lá, dois pra cá... o sonho de dançar juntinho, o bolero de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Continuando a batalha de não coabitar com um computador mas sem desistir jamais&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-111456203419861477?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/111456203419861477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=111456203419861477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111456203419861477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111456203419861477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/04/bolero-dreams.html' title='Bolero Dreams'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-111266531743997615</id><published>2005-04-04T22:39:00.000-03:00</published><updated>2005-04-04T22:41:57.440-03:00</updated><title type='text'>Bejoulais</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Beaujolais Nouveau&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto da Silva. Um nome comum. Paulinho, como era chamado pelos seus familiares, um rapaz magricelo, vivia sendo motivo de chacota dos amigos de sua rua. Caniço, saracura e vara-pau eram apenas alguns dos apelidos que seus companheiros de brincadeira utilizavam para apelidá-lo. Paulinho sentia-se muito só em sua infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou adolescente, e com a adolescência espichou ainda mais. Continuava magro e sendo humilhado por seus colegas de rua. Além de só, sentia-se tímido por sua magreza. Não conseguia se aproximar das meninas de sua idade, muito menos conversar com elas. Sentia-se cada vez mais só em sua adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo dos 18 anos, Paulinho resolveu entrar para uma academia. Queria ficar forte - sarado, como diziam os amigos - e conseqüentemente, perder a timidez e ganhar uma namorada. Começou a fazer musculação impulsionado única e exclusivamente porque a encarou como um bálsamo para todos os seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve alguma mudança, mas muito pouca. Paulinho se irritou. Queria resultados, e rápidos. Um colega de academia indicou um remédio, veterinário, que faria com que sua massa muscular se desenvolvesse rapidamente. Ficaria forte, e assim chamaria a atenção das meninas, finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Paulinho conhecesse de vinhos, saberia que um deles - o Beaujolais Noveau -  vive quase exclusivamente de marketing e aparências. É um vinho famoso por sua marca, não pelo seu sabor, textura ou gosto. Chega a ser depreciado pelos especialistas, mas sobrevive por seu falso glamour. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma sociedade de aparências e falso glamour, Paulinho se portou tal e qual um Beaujolais. Tomou o remédio veterinário. Esqueceu que uma ampola bastava para um cavalo, de 300 quilos. Ele pesava 75. Sentiu-se mais forte, os músculos maiores. Tomou banho para ir a boate, mostrar seu corpo. Se olhou no espelho. Braços fortes. Foi a boate. Braços inchados. Dançou. Corpo inchado. Dançou. Sentiu-se mal. Dançava mais. Teve convulsões. Dançou de vez. Morreu em um quarto de hospital, por causa dos anabolizantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-111266531743997615?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/111266531743997615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=111266531743997615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111266531743997615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111266531743997615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/04/bejoulais.html' title='Bejoulais'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-111187167877762314</id><published>2005-03-26T18:04:00.000-03:00</published><updated>2005-03-26T18:14:38.780-03:00</updated><title type='text'>La Dolce Vita</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt; A Vida é Doce&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor de uma amizade é incalculável. Tem o mesmo valor de um amor. Não aquele amor juvenil de tantos nomes e nenhum conteúdo, mas sim daquele amor estranho que parte do dedão do pé, vem destroçando a espinha e chega na cabeça, bombeado pelo coração. Este amor de um nome só, que pode se chamar o nome da pessoa que você ama. Este amor é único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro parágrafo fala de amor, mas eu não vou elocubrar mais sobre ele. Não hoje. Hoje - e ontem, além de anteontem - minha mulher passou mal. E eu cuidei. 4 horas (mal) dormidas em 3 dias. Olheiras profundas que fariam inveja a qualquer modelo anoréxica. E daí? Estar junto tem dessas coisas, imagina amar. Faz parte da vida. A vida é comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como faz parte da vida ver menores que cheiram cola e tem tatuagens verdes pedindo dez centavos para comprarem mais cola. Gerações desperdiçadas graças à incompetência de várias gerações de governantes abastados e formados em universidades famosas. E não vai ser um governante sério - que não tem diploma, veja que irônico - que vai mudar isso em 4 ou 8 anos que sejam. A vida é assim, cruel às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruel é ver um carro de milhares de dólares anunciado garrafalmente em qualquer jornal de qualquer cidade. Nossa vida não tem problemas, não é mesmo? Ah, sei lá, hoje é tanta vontade de falar mal do mundo, este espetáculo da miséria humana. Eu vou é voltar a cuidar da minha mulher. Sim, eu sou egoísta e ela é muito importante na minha vida. Além de todo o resto não dito aqui, pelo simples fato de me dar motivos de escrever a próxima frase com sinceridade: A vida é doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela adoça a minha vida, isso me basta. Tá, um dinheirinho também não cai mal. Deixa eu ir...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______ &lt;br /&gt;&lt;small&gt; De volta, mas continuamos com 1 por semana. &lt;b&gt;Loli, minha querida, muito obrigado!!!&lt;/b&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-111187167877762314?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/111187167877762314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=111187167877762314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111187167877762314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111187167877762314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/03/la-dolce-vita.html' title='La Dolce Vita'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-111083728188494532</id><published>2005-03-14T18:38:00.000-03:00</published><updated>2005-03-14T18:54:59.656-03:00</updated><title type='text'>Álbum de Retratos</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;Álbum de Retratos&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo Pernambuco. Vivo aqui a quase um ano, e gosto sinceramente de estar aqui. Mas fui criado no Rio. Passei 80% da minha vida andando pelos becos do centro, pelas quadras de samba da Zona Norte, pelos campos de pelada de Ramos, pela Faculdade Nacional de Direito, pela Confeitaria Colombo e coisas assim, bem maravilhosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário dizer que sinto falta. Mas não sinto falta do Cristo Redentor, Pão de Açúcar e qualquer coisa similar. Tá bom, sinto falta do pôr-do-sol no Arpoador, que é inigualável. Todas as outras coisas aparecem nos clipezinhos das novelas das 8. E, embora eu não seja noveleiro, admito que de vez em quando assisto a alguns capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto falta das coisas pitorescas e dos meus amigos. E estes dois itens costumam caminhar juntos. Sinto falta de conversar com o Magro às 5 da manhã na Praça XV; de cantar sambas com Vicente enquanto atravessávamos a ponte Rio - Niterói - atravessar a ponte, porque atravessar o samba jamais; Falta de tocar violão com Claudinho e Andrezinho, de ir ao funk com Guiba, de aprender sobre &lt;i&gt;blitz krieg&lt;/i&gt; e Segunda Guerra Mundial com Patrick; de aprender sobre poesia com Luis e de falar bobagens com os Fábios, Dib e Wanderley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta dos conselhos do Bahiano - assim com h mesmo, como todo Bahiano que nasceu na Bahia à exceção do Caetano Veloso; de conversar sobre Placebo, Andy Warhol e Chocolate Alpino com a Duda; de tocar com a banda e de filosofar sobre gaivotas com Rodrigo; de voltar a pé às 5 da manhã com J. Daniels, em meio as ruas do Rio. Enfim, de viver cercado dos dos meus amigos. Sinto falta de João Paulo também, como podetia esquecer. Aliás dos Joões Paulos, o careca e o Harry Potter. E como esquecer do Saulo? e do Manel? e da Pri? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci de muita gente aqui. Esqueci não, é que não coube. Eu sei que você, que me lê, não conhece meus amigos - o que me lembra um de nossos bordões : "- Você conhece seus amigos?" - mas deve ter os seus. Então, ao ler este texto, ligue para um amigo, saia pra tomar uma ou papeie no MSN. Não por mim, eu tento ficar próximo dos meus. Mas por você, pois amigo é o tesouro mais precioso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;small&gt; 1 por semana - e eu sei que você já sabe disso...&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-111083728188494532?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/111083728188494532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=111083728188494532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111083728188494532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111083728188494532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/03/lbum-de-retratos.html' title='Álbum de Retratos'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-111016527613879091</id><published>2005-03-07T00:13:00.000-03:00</published><updated>2005-03-07T21:20:20.786-03:00</updated><title type='text'>Morte II</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Ensaio Sobre A Morte - parte II - My Only Friend, The End*&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estamos falando sobre a morte desde outro texto. Falando com cuidado, claro. Tenho algumas superstições, dentre elas a de não comentar muito sobre a morte para não chamá-la - mesmo que seja a simpática figura que habita as histórias da Turma da Mônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Gabriel García Márquez, em seu brilhante - qual livro dele não é brilhante? Ê lugar comum... - "Amor nos Tempos do Cólera", relatou a experiência do personagem Dr.Juvenal Urbino frente a morte. Quando o seu amigo perece, ele se sente invadido pela proximidade do fim, como nunca havia sentido antes. E isso acontece conosco, sem retoques. Quando um parente, amigo ou conhecido falece, algo além da dor e da tristeza nos invade: é o medo de nos juntarmos a eles, o medo do desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tudo é tão de repente, sem escolher hora e lugar, a não ser quando é desdobramento de algo crônico. Pode ser, na cama, em uma festa, na rua, na rua, na chuva, ma fazenda ou numa casinha de sapê**. Basta um piscar de olhos e pum: Acabou. Falando em acabar, quando acabar pra mim, podem doar meus órgãos - o pulmão não, esse tá combalido - e me cremar. Cremar e jogar minhas cinzas no Arpoador ou em Maracaípe, ok? Desculpe este momento individualista, mas tinha de registrar meus desejos de morto em algum lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao texto, o fim virá para todos, inexorável. Não há como fugir, e provavelmente iremos sós. Como disse Jim Morrison, brilhante poeta e cantor, que morreu no cúmulo da finesse, dentro de uma banheira, em Paris: "This is the end, my only friend, the end.". Nosso único amigo é o fim. Fim da vida. Fim do Texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;small&gt; *trecho de The End - The Doors. **trecho de Na rua... - Hyldon &lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS- Continuo na saga dramática de um post por semana, ainda sem computador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-111016527613879091?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/111016527613879091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=111016527613879091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111016527613879091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/111016527613879091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/03/morte-ii.html' title='Morte II'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110953007176732465</id><published>2005-02-27T15:39:00.004-03:00</published><updated>2005-02-27T15:58:04.556-03:00</updated><title type='text'>Morte - parte I</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Ensaio Sobre A Morte - parte I - A carta XIII&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece Tarot? Então, a carta de número XIII do Tarot, para quem conhece, é a carta da renovação. Para quem não conhece é a Morte, pura e simples. Aquela caveirinha com foice que assusta todo mundo, a não ser que esteja representada nas histórias da Turma da Mônica - aquela Morte da Turma da Mônica é uma simpatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, a morte. Ninguém pensa na morte. Quer dizer, todos pensamos, mas ninguém admite. Seja religioso ou não, o fato de não saber o que vai acontecer após a Morte assusta. Você planeja o curso de sua vida, tem sonhos. Mas planejar o post-mortem eu nunca vi. Já vi loucos construírem mausoléus imensos, mas não creio que estes sejam a moradia dos espíritos. É instrumento de ostentação, puro e simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo apenas um pouco do assunto, você já viu que todo rico tem um túmulo cheio de lés e crés, e que todo pobre é enterrado sem luxos, naquelas gavetas que mal cabe o sapato do terno? Pois é, até na morte há concentração de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao que interessa, sempre que morre alguém próximo, fica a sensação de que a morte paira sobre nós. Ninguém tem medo da morte, até que tenha de pensar nela. A morte é invisível aos olhos dos mortais. E a maioria das pessoas sente um misto de pavor e estranheza ao ouvir falar dessa palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta se preparar, ela vai chegar. Sorrateira, instantânea, em gotas ou de uma forma inusitada. Ela vai chegar. E quando ela chegar, nada há de se fazer. Todos sabemos que vamos morrer. É premissa certa. Fato velho, indivisível. Avohai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(continua...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;small&gt; 1 vez por semana, sem computador. Dramáaaaaaatico&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110953007176732465?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110953007176732465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110953007176732465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110953007176732465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110953007176732465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/02/morte-parte-i_110953007176732465.html' title='Morte - parte I'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110884617510991038</id><published>2005-02-19T17:38:00.001-03:00</published><updated>2005-02-19T18:34:36.500-03:00</updated><title type='text'>Cadê?!</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt; Cadê as idéias que estavam aqui?!&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sentei para escrever mais uma crônica - ou um conto, que seja - que não vale nada. E cadê as mirabolantes idéias? Procuro, raspo até o último fio de cabelo que cobre a massa encefálica que habita meu crânio e nada. Absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia escrever algo cotidiano entre casais, mas o primeiro nome que pensei foi Edgar. Edgar?! Com todo respeito aos Edgares do meu Brasil varonil, pior que Edgar só Bráulio. Ah, mil desculpas aos Bráulios brasileiros, sem trocadilhos com aquela propaganda antiga, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, perdi a inspiração para escrever sobre casal. Poderia escrever sobre uma mulher, solitária, a procura do grande amor. Mas isso foi matéria em uns 500 textos que li na última semana. Fatalmente copiaria algo de um, ou de outro. Embora (quase) nada no mundo seja original. Eu primo por acreditar na ilusão de que escrevo algo original. Mulheres carentes, ao menos por enquanto, estão riscadas dos meus contos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia falar de futebol. Futebol sempre rende boas crônicas. Ou contos. Ou gargalhadas ao menos. Mas no futebol de hoje em dia há pouca bola. Só se ouve falar de negócio, transferência, processos e ataques cardíacos súbitos à beira do gramado. O futebol não é mais moleque, nem pé descalço, nem tão hilário assim. Esperando acontecer algo hilário no futebol, corto futebol da minha lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia falar de política, mas sabe como é política e religião são coisas muito delicadas para se elocubrar. É preferível ter um fato mais ou menos concreto para mandar bala e destilar veneno. E falar de Bush e Garotinho é lugar comum. Lugares comuns cansam. Por esta razão, vetados os assuntos políticos e religiosos por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orkut e Código da Vinci estão na moda. Fora da minha lista, obviamente. Quer dizer, são coisas volúveis. Se até o fim deste parágrafo eles saírem de moda, talvez eu escreva uma linha. A questão não é "estar na moda". A questão é estar em processo de exposição exagerada. Você deve estar cansado(a), caro(a) leitor(a), de ler sobre esses assuntos. Eu estou pelo menos, e neste texto a maioria sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só querendo me explicar para você, eu escrevi um texto de tamanho razoável. Faltam poucas linhas. vamos lá, você me ajuda a terminá-lo? Ei, não se sinta tímido(a)! Faça isso, por mim, por você! o que você gostaria de ler? Dê sua idéia, dê sua sugestão. Sério mesmo, comente comigo. Sou todo ouvidos, sou um cara bacana! Poxa, por que você demora a falar? Implorando por suas palavras, alcancei um número de linhas bacanas. Obrigado, por me fazer não desistir. Mas façamos um trato: Mande sua opinião para mim, quem sabe você não me dá uma idéia nova? As que estavam aqui... sumiram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Tentando manter a seqüência... 1 por semana. Preciso de um CPU&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110884617510991038?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110884617510991038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110884617510991038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110884617510991038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110884617510991038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/02/cad.html' title='Cadê?!'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110390634271535379</id><published>2005-02-13T13:38:00.000-03:00</published><updated>2005-02-13T13:36:00.083-03:00</updated><title type='text'>Confiança</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Confiança&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem comum. Tinha uma postura impetuosa, por vezes megalomaníaca, mas era um homem comum. Não havia nada de extraordinário nele, nenhum talento que se sobressaía. Definitivamente, um homem comum. Mas o traço que mais o marcava era seu bordão: " Confia em Mim!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pediu um dinheiro emprestado. Soma alta. Quatro digítos. Ao ser interpelado por quem lhe emprestou a quantia, olhou-o nos olhos e disse: " Vai servir para eu montar meu lance. Vai dar lucro certo. Confia em Mim!". Conseguiu a grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamou um amigo para ser parceiro no empreendimento. O amigo - desconfiado - quis saber de mais detalhes. Ele não se abalou. Contou sua estória, tintim por tintim. Ao ouvir sobre o negócio, o amigo ficou cabreiro ao que ele rebateu: "deixa de ser bobo, já lhe decepcionei alguma vez? Confia em mim!". Conseguiu um sócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, o empreendimento não ia bem das pernas. A situação era desesperadora. Conheceu uma moça que trabalhava num banco famoso da cidade. Era gerente. Seduziu a garota, e entre beijos e amassos, conseguiu a chave do cofre do banco, sem que ela percebesse. Tentou assaltar a agência, mas a moça, percebendo o sumiço do molho de chaves, avisou à polícia. Ele foi preso. Olhou para a moça e disse: "Você não confiou em mim!". Pegou anos de cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, na prisão, perdeu o empreendimento, os amigos e o dinheiro. Mais do que isso: perdeu a confiança. Anda de um lado para o outro, sempre desconfiado. Quando algum companheiro de cela o chama para qualquer empreitada, sempre ouve seu bordão na boca alheia. Aprendeu a lição. Não confia mais tão facilmente. Nem em si mesmo, nem em ninguém.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;small&gt;1 vez por semana... desculpe a nossa falta (de computador). Fui&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110390634271535379?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110390634271535379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110390634271535379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110390634271535379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110390634271535379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/02/confiana.html' title='Confiança'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110718238728031168</id><published>2005-01-31T11:27:00.000-03:00</published><updated>2005-01-31T11:39:47.280-03:00</updated><title type='text'>Master</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Master - A Batalha&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todos os jogos infanto-juvenis-adultos-vocêestáenvelhecendo, o Master é o mais genial. Claro que há a corrente que prefere Imagem &amp; Ação, formada por solteiros inexoráveis - já repararam que Imagem &amp; Ação pode terminar relacionamentos? Sugiro que casais joguem separadamente este jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há a corrente dos neo-hippies que preferem o Jogo da Vida, e outra, a dos neo-yuppies, que prefere o Banco Imobiliário. Mas o Master é insuperável. A equação (des)conhecimento + amizade + diversão se torna imbatível e é capaz de criar pérolas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* * *&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta: Qual foi o ocidental que difundiu o Cristianismo no Japão?&lt;br /&gt;Resposta da mesa: Tom Cruise!&lt;br /&gt;Geral: HAHAHAHAHHAA&lt;br /&gt;Resposta Certa: São João Batista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você achou que era Tom Cruise?&lt;br /&gt;- Eu não sabia a resposta, mas como ele estava em "O Último Samurai"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* * *&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta: Quem compôs a música "Chega de Saudade"?&lt;br /&gt;Resposta: João Gilberto!!!!&lt;br /&gt;Geral: ?!&lt;br /&gt;Resposta Certa: Tom Jobim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poxa amor, você errar esta?&lt;br /&gt;- É que achei que pelo menos isto o João Gilberto tinha feito de bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* * *&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta: Qual o inseto que vive em colméias e produz mel?&lt;br /&gt;Resposta: Formiga!&lt;br /&gt;Geral: HAHAHAHAHAHA&lt;br /&gt;Resposta Certa: Abelha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rapaz, como você erra essa?&lt;br /&gt;- formiga!&lt;br /&gt;- Não cara, é abelha!&lt;br /&gt;- Cara, formiga! FORMIGA! Está me picaando! Tem um monte aqui!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* * *&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Batalha do Master reserva risadas... sempre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;small&gt; Pindaíba de textos. Um por semana quando der. Sem net. Momentos difíceis. Não tem dado pra visitar os amigos. Nem para mandar e-mails. Só no Cyber. É caro. Isso tá parecendo telegrama. PT. Saudações&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110718238728031168?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110718238728031168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110718238728031168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110718238728031168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110718238728031168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/01/master.html' title='Master'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110374458038410805</id><published>2005-01-24T12:57:00.000-03:00</published><updated>2005-01-24T23:57:31.463-03:00</updated><title type='text'>Os Filhos da Moncorvo</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Os Filhos da Moncorvo&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses meninos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que brincam de riscar papel, de driblar destinos. Geniais e geniosos, discretamente famosos no futuro, anônimos de estardalhaço em um passado recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos da rua que é história, antes deles existirem. E que serão história em uma próxima esquina de qualquer lugar onde estejam. São historiadores, poetas, sambistas, roqueiros, desenhistas, cronistas, diplomatas, diplomáticos, cozinheiros, fotógrafos, magos e mágicos, mas jamais ilusionistas. Surfam nas cordas de um violão, e representam a vida de forma colorida e pura, mesmo que por alguns momentos ela seja monocromática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que jogam bola e marcam gols. Nas adversidades, nas maldades e nas injustiças, goleiam podres poderosos. Que discursam sobre a verdade e desvendam mentiras. Mártires de revoluções ocultas, revolucionando de forma expressa o país. Garotos que não queriam mudar o mundo, mas já começaram a mudá-lo sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória aos meninos que navegam nas ondas de sonho, nas mesas de bar, nos casos difíceis e nos lugares comuns, com a mesma desenvoltura. Meninos solteiros, meninos casados, meninos multi-étnicos... brancos, negros e amarelos. Cada qual com dois pedacinhos de sol, de mar, de ônix, de lago... de estrelas no olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninos que passeiam dentro de cada um dos seres humanos que viveram ao menos cinco anos na Moncorvo Filho. Aquele prédio histórico, residência do Conde D´Os Arcos, onde a Lei Áurea foi assinada, e onde o Senado Imperial se localizava. Meninos de Ouro, que não se apegam a valores que não sejam os éticos e morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninos que até sempre mantêm a amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninos como eu, e me orgulho em sê-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Conto escrito em 18.08.2004, em homenagem a todos os meus grandes amigos da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, situada à rua Moncorvo Filho, nº 8. Largo do CACO, para os íntimos. Achei pertinente republicá-lo. Embora não houvesse o "100", com certeza este foi o primeiro dos contos que não valem nada&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110374458038410805?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110374458038410805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110374458038410805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110374458038410805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110374458038410805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/01/os-filhos-da-moncorvo.html' title='Os Filhos da Moncorvo'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110374381202113964</id><published>2005-01-15T23:11:00.000-03:00</published><updated>2005-01-16T00:48:54.340-03:00</updated><title type='text'>Vida em Vermelho</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Vida em Vermelho&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens, a despeito da aura e filosofia machista que por muito tempo os cercaram, são animais cheios de defeitos. Possuem algumas imperfeições que as mulheres não têm. Mas, como nada é perfeito neste mundo, as mulheres possuem uma imperfeição que os homens não têm: A menstruação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imperfeição não no sentido biológico. O ato de eliminar o óvulo não-fecundado através do endométrio - se as lembranças das aulas de biologia forem verossímeis - é mais uma prova de sapiência da natureza. O efeito disso para o sexo masculino da raça humana é que são elas. Sem trocadilhos, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menstruação é um tormento para os homens. Podemos traçar um paralelo dela com o salário que recebemos. Por vezes ela é pontual, vindo de 28 em 28 dias - o salário de 30 em 30. Dependendo da empresa, ops, da mulher, a mestruação atrasa, assim como o salário. A diferença cabal entre os dois é que ao contrário do salário - que evapora em um dia- a mestruação dura em média uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expectativa que cerca ambos - menstruação e salário - é tão ou mais importante que o fato em si. A dureza pré-chegada do salário e a tensão pré-menstrual são igualmente tortuosas para o homem. A maioria dos representantes femininos do mundo elege a TPM como uma Caixa de Pandora¹. A maioria da ala masculina elege a TPM como a penitência por seus resmungos com a falta de grana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma a menstruação é essencial à mulher. E ao homem também. Muitos - em algum momento da vida - já se sentiram aliviados quando ela apareceu. Você também, admita. Termino este texto fazendo mais um paralelo: O título deste escrito remete ao nome em português da biografia de Che Guevara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que você tenha uma síncope, explico: Che se casou duas vezes, e devido ao seu sentimento de ambiguidade e altruísmo para com o mundo, abandonou seus casamentos em prol das revoluções. Na minha modesta e sarcástica opinião, creio que ele trocou uma vida em vermelho por outra. Aquele negócio de "Hay que endurecer..." não é bem assim como parece&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;small&gt;¹ Na mitologia grega, a caixa onde se guardavam os males do mundo&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110374381202113964?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110374381202113964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110374381202113964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110374381202113964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110374381202113964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/01/vida-em-vermelho.html' title='Vida em Vermelho'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110532399637646127</id><published>2005-01-09T23:15:00.000-03:00</published><updated>2005-01-09T23:26:36.376-03:00</updated><title type='text'>Minha Menina</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Minha Menina&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha menina... Bom, vou contar a vocês um pouco da minha menina. Minha menina é um doce. Tão doce quanto estas palavras açucaradas. Compreensiva, amorosa e fiel. Companheira daquelas que dizem: "Se tu vais tomar um porre, tomarei também!". Tim-tim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha menina é amiga. Daquelas confidentes. Um espelho de alma. Um coquetel de bons fluidos, confiável e honesta. Quando me sinto só e sem saída, lá vem ela com uma solução perfeita. E mesmo quando, ao invés da solução perfeita, vem uma asneira mirabolante, a dita cuja vem cheia de graça e com um sorriso arrebatador. Minha menina essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha menina é assim, nordestina. Daquelas fortes. Que tem vida nos olhos. Que tem passado, como todos nós. Mas, mais que isso, tem futuro. E batalha pelo presente. E tem coisa mais bonita do que - na pindaíba - você contar moedas e ver sua menina contando junto para tomar aquele mísero chopp? Pois é, minha menina faz isso. Ela é o máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha menina é escritora - e das boas. Tem nome, mas quando escreve usa pseudônimo. Eu respeitarei seu pseudônimo, como sempre respeito quaisquer coisas que venham dela. Mas hoje, você, minha menina, tem aqui um testemunho de amor. Um testemunho surpresa. Sim, pois não lhe contei que faria isso. Pois é. Menina minha, Parabéns! Nesta semana de seu aniversário, dentre todos os presentes que posso lhe dar, este é o meu mais precioso: O meu amor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;small&gt; continuo na pindaíba de textos. Não por falta de criatividade, mas de computador.Até semana que vem. Deseculpem a falta de visitas, é a maldita falta do cpu.&lt;/small&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110532399637646127?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110532399637646127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110532399637646127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110532399637646127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110532399637646127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/01/minha-menina.html' title='Minha Menina'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110425314272279291</id><published>2005-01-03T00:00:00.000-03:00</published><updated>2005-01-02T22:55:06.943-03:00</updated><title type='text'>Simone, desculpe</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Simone, desculpe&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um texto de desculpas. Antes que o mesmo cause uma crise conjugal em minha vida, convém esclarecer que não conheço a Simone. Já ouvi alguns discos dela, mas não a conheço pessoalmente. Sim, pedirei desculpas à Simone cantora - não passa pela minha cabeça a idéia de trocar a minha mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre respeitei Simone. Gosto de alguns dos seus discos. Em especial o "Café com Leite", no qual ela canta Martinho da Vila. Embora gostasse de alguns discos, eu tinha verdadeiro ódio por aquele disco de Natal. Aquele que tem a versão da música de John Lennon. Este disco - em especial, esta música - não desciam pela minha goela a não ser que fosse acompanhado de muito vinho, doses cavalares na verdade. Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano que passou, foi o primeiro Natal longe de meu antigo lar e de minha família. Até aí, tirando aquela saudade que sempre bate, nada demais. Mas tocou Simone. E Simone me tocou. Nada proctológico, garanto, mas tocou fundo. Pela primeira vez observei a emoção daquele álbum em mim mesmo. A profundidade de cada música. cantei junto até aquele trecho do "Hiroshima, Nagasaki". Finalmente soube porque aquele disco tinha vendido tanto e chorei que nem criança quando vai ao programa da Xuxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, mesmo sabendo que ela nunca lerá isso, sabendo que ela nunca saberá de minha anterior repulsa - quanto mais das desculpas - e sabendo que ela não deve nem se importar com isso - mas eu me importo - eu peço desculpas. Simone, desculpe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;small&gt; Devido a problemas informáticos só poderei postar uma vez por semana durante um tempo. Desculpe. Voltarei com frequência assim que der. Até semana que vem&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110425314272279291?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110425314272279291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110425314272279291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110425314272279291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110425314272279291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2005/01/simone-desculpe.html' title='Simone, desculpe'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110355641152926533</id><published>2004-12-24T01:13:00.000-03:00</published><updated>2004-12-23T21:53:30.326-03:00</updated><title type='text'>Árvore de Palavras Desconexas</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Árvore de Palavras Desconexas&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei escrever textos de Natal. Nem com inspiração comercial, nem com loas de amizade, nem com cunho social. Escrevo sobre esses assuntos todos os dias, penso neles, mas natalinamente falando não dá. Além disso, gastar palavras com algo não original não é comigo... quer dizer, até é, mas não admito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ao invés de falar de luzinhas natalinas e coisas afins, eu deixo um abraço a você leitor, que me atura durante sua leitura, tentando compreender meus devaneios e incursões literárias, com paciência e - espero - boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo um grande beijo a minha mulher - inspiração-mor de tudo - e minha enteada, um arco multicolorido que deu nova vida a minha não tão velha vida. A meus sogros e minha família, que também merecem todos os votos e carinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto está uma porcaria, eu sei. Talvez piegas. Compartilho da opinião de Zuenir Ventura, que pediria a Papai Noel para nunca escrever textos natalinos. Mas este ainda não acabou, espere mais um pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus amigos, que sempre dão força a este combalido, lutador e pretenso escritor e malabarista da vida, um grande abraço e - mais - votos de felicidade. A todos vocês, um grande Natal e um bom ano que se aproxima. E não vou escrever mais sobre Natal. Percebi depois disso tudo que não é meu forte. O máximo que consigo redigir é uma árvore de palavras desconexas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Feliz Natal, Próspero Ano Novo! Este recanto entra em recesso e volta na primeira segunda-feira do novo ano. Aproveitem o fim de ano, e perdoem minha falta de jeito com textos comemorativos.&lt;/small&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110355641152926533?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110355641152926533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110355641152926533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110355641152926533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110355641152926533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/rvore-de-palavras-desconexas.html' title='Árvore de Palavras Desconexas'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110286146480696863</id><published>2004-12-22T00:04:00.000-03:00</published><updated>2004-12-21T18:17:57.346-03:00</updated><title type='text'>Viagens - vol. II</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt; Viagens - A Jaca&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://100contos.blogspot.com/2004/12/viagens-vol-i.html" target="_blank"&gt;Certa vez&lt;/a&gt;, escrevi sobre uma engraçada - para quem lê - viagem de avião para o Recife. Antes desta, eu já havia percorrido o mesmo destino de ônibus. Uma viagem mais tranquila, você pensa. Nem tanto, digo eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar de ônibus durante 44 horas nunca é tranquilo. Ainda mais saindo do Rio de Janeiro em um domingo de semifinal Flamengo x Vasco pelo campeonato carioca, e mais ainda quando se sabe que o ônibus vai partir no meio de um jogo onde o Flamengo está ganhando bem. Para um flamenguista é um suplício. Para mim, portanto, era um suplício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande amigo - grande amigo mesmo, porque é tão flamenguista quanto eu, e não estava vendo o jogo tanto como eu - me deixou na rodoviária. Eu consegui, após alguns minutos, encontrar o ônibus atrás das intermináveis caixas com vários presentes que as pessoas estavam levando para Pernambuco. Esta foi a primeira impressão da viagem: O nordestino é um povo extremamente solidário. Se fossem pessoas do Sul maravilha, levariam só uma lembrancinha e olhe lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair da rodoviária do Rio tem um início previsível: engarrafamento, calor - apesar do ar-condicionado do ônibus - e buzinas. Depois, Niterói, Macaé e Campos passaram pela janela de forma seguida. Primeira parada. Depois Espírito Santo. Vitória e São Mateus. Segunda e terceira paradas. A seguir, a interminável Bahia. Várias cidades, várias paradas. Ao chegarmos em Feira de Santana, já no fim da segunda noite de trajeto, quase madrugada, me surpreendo com a revelação do motorista: " - Daqui só saímos em comboio, porque dá muito assalto.". Gulp. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Feira de Santana até o Recife seriam mais doze horas de viagem, aproximadamente. Aracaju, Maceió e - finalmente - Recife seriam as paradas. O que ninguém contava é que - além da insegurança reinante entre os passageiros por causa da declaração do motorista - um incauto abrisse uma jaca dentro de um ônibus com ar-condicionado. Você já sentiu o cheiro de jaca? É no mínimo forte. Imagine sentir o cheiro de jaca por doze horas. Vou reescrever isto. Imagine sentir o cheiro de jaca por DOZE horas? Agora consegui passar a carga dramática necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma viagem desgastante e longa se torna insuportável com cheiro de jaca. Já não bastava o cheiro do banheiro do ônibus?! Qualquer viajante que se preze está preparado para aturar o cheiro do banheiro. Já o da jaca... Levantou-se a suspeita que o cheiro do banheiro foi amplificado pelos intestinos alimentados com a jaca. Depois de algum tempo, todos no veículo - inclusive o próprio "criminoso" - estavam enfastiados com o cheiro da dita cuja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos incólumes pelos assaltantes que agiam em Feira de Santana, mas ao sairmos do ônibus no Recife, ninguém mais estava aguentando sequer a palavra jaca, que dirá o cheiro. Sinceramente, entre o medo de avião e o cheiro da jaca, eu fico com o medo de avião.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Este texto está sendo publicado mais cedo, devido a problemas técnicos. Como os jornais de domingo saem aos sábados, creio que posso também me sentir no direito de antecipar colunas&lt;/small&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110286146480696863?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110286146480696863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110286146480696863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110286146480696863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110286146480696863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/viagens-vol-ii.html' title='Viagens - vol. II'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110315302877110310</id><published>2004-12-20T01:14:00.000-03:00</published><updated>2004-12-20T12:29:43.086-03:00</updated><title type='text'>Primeira Vez</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Primeira Vez&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma noite linda, céu estrelado. Tudo era apenas brincadeira e foi crescendo¹. Passei por você e não lhe dei atenção. No bairro do Flamengo, aquela madrugada de um dia que se tornaria inesquecível. Mal imaginava que dali a pouco estaria contigo em meus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava com uns amigos, que pararam o carro. Olhei você e seu corpo perfeito, cheio de curvas. Deitei com você na grama. Manuseei cada pedaço do seu ser. Observei cada jeito. Enfiei minha ferramenta. Primeiro de forma delicada, depois com violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você estava inerte, mas parecia que gostava. Seu silêncio me torturava. Xingava você de todos os nomes, de todas as maneiras possíveis. Fiquei nervoso, era minha primeira vez. O sol já raiava, quando terminei o ato. Estava embebido no seu líquido, empapado de suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que seu líquido era graxa, o seu corpo era borracha e minha ferramenta era um macaco. E esta foi a primeira vez que eu troquei um pneu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;small&gt;¹ - Trecho da música "Sonhos", de Peninha&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110315302877110310?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110315302877110310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110315302877110310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110315302877110310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110315302877110310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/primeira-vez.html' title='Primeira Vez'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110285407062069011</id><published>2004-12-17T01:50:00.000-03:00</published><updated>2004-12-17T00:51:32.956-03:00</updated><title type='text'>Borboleta Amarela</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Borboleta Amarela&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana é uma menina cheia de sonhos. Tem um namorado - que mora longe - e vive poupando seu dinheiro. Poupa seu dinheiro para vê-lo, para poder construir seu futuro e viver feliz ao lado de seu amor. Como foi dito na primeira linha, ela é cheia de sonhos. E um destes, em particular, a intriga demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as noites, no entremeio de vários sonhos, Juliana sonha com uma borboleta amarela. "- O que significaria isso?", ela se pergunta sempre que acorda. Basta fechar os olhos e sonhar, que no intervalo entre Aruba e Fernando de Noronha aparece ela, a borboleta amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de mais um ano recheado de saudades, Juliana conversou com sua mãe sobre o fatídico inseto amarelo. A matriarca escutou atenciosa e silente toda a sua explicação. Juliana perguntou a sua progenitora o que deveria fazer, mas não ouviu  resposta. Pensou consigo mesmo que fazia fé e compras no mercado de ilusões¹, por estar sempre com a cabeça nas nuvens. Nuvens que talvez escondessem o bichinho simpático que, ironicamente, perturbava suas noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, recebeu duas passagens de avião de sua mãe, para que viajasse na direção de seu amor. Juliana estranhou, pois sabia que a maré não estava para peixe, e não estando para peixe, como as passagens haviam surgido? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou sua mãe, agradeceu e perguntou como havia se dado o milagre das passagens. A resposta foi surpreendente: " - Minha filha, ao ouvir você falar de seu sonho, me passaram algumas coisas pela cabeça: É final de ano e em todo reveillón se diz que amarelo é a cor do dinheiro. Borboleta tem no jogo do bicho. Logo, fui na banquinha, joguei na milhar e no grupo da borboleta. Não deu outra, acertei o primeiro prêmio! Na cabeça! Paguei minhas dívidas e ainda sobrou dinheiro para lhe dar um presente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o sorriso no rosto, Juliana arrumou suas malas para rever seu amado. Borboleta é um bichinho simpático. " - E dá sorte!", concluiu, cada vez mais sorridente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt; texto em homenagem a uma amiga querida, &lt;a href="http://agorajahfoi.blogger.com.br"&gt;Juliana&lt;/a&gt;, que vive uma história de amor muito parecida com a que vivo. Felicidades minha amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Trecho de "Coca-cola e Iguarias", música do cearense Valdo Aderaldo, gravada por Eliana Printes&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110285407062069011?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110285407062069011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110285407062069011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110285407062069011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110285407062069011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/borboleta-amarela.html' title='Borboleta Amarela'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110306551556550917</id><published>2004-12-15T12:00:00.000-03:00</published><updated>2004-12-14T20:05:15.566-03:00</updated><title type='text'>Fila do Emprego</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Fila do Emprego&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurandir acordou cedo para ir a Agência de Empregos. Para ver se tinha uma vaga de eletricista. Vida dura a de Jurandir. Chegou cedo, e sua senha foi a de número 455, o suficiente para sentar em uma daquelas cadeirinhas desconfortáveis, aproveitar o ar-condicionado e ver TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ao menos 454 pessoas a sua frente, e com certeza outras tantas atrás. Jurandir - que cansou de ver a TV - passou a observar aquelas pessoas e pinçar fatos cotidianos relacionados a elas. E cá entre nós, fatos cotidianos são muito mais agradáveis que o programa da Xuxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao seu lado, um taxista, que chamou uma mulher para sentar ao lado dele. No intervalo da chuva de cantadas que distribuía contra a moçoila, ex-caixa de supermercado, bradava contra seu emprego anterior: " - Eu cansei de trabalhar pr´aquele babaca. Desde uns 178 anos atrás(sic), quando a Princesa assinou a Lei Laura(sic sic), não existem mais escravos. Por que eu trabalhava de escravo então? Por que?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurandir riu - quase não conseguiu conter a gargalhada - mas se controlou. E ainda lembrava dos versos de Roberto Carlos, na música Lady Laura. Até porque, 178 anos por 178 anos, a Lady e a Lei têm quase a mesma idade. Sentado atrás de Jurandir, um caminhoneiro. Falando sobre viagens, mulheres, dinheiro. Parecido com uma personagem  do desenho do Pica-Pau. Contando orgulhoso suas aventuras e desventuras, como a do dia que não pagou a última prestação do caminhão para fazer uma farra com uma mulher. E que não podia pedir dinheiro emprestado a sua esposa, porque isso se transformaria num divórcio. A solução foi recorrer a um agiota. Farra cara essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passava e pessoas entravam. O tempo passava e pessoas saíam. E Jurandir observava aquela gama heterogênea de pessoas a sua frente. " - Muita gente deve depender dessas pessoas", pensou. Pensou em sua família também. Mulher e filha, lindas. A filha acabou de perder o primeiro dentinho, vê só! O número de Jurandir foi chamado. E ele fez sua inscrição. Saiu cansado, pronto para almoçar em algum cantinho da cidade com um precinho camarada. Pronto para renovar suas forças e esperanças e torcer para o dia em que terá um emprego.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110306551556550917?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110306551556550917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110306551556550917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110306551556550917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110306551556550917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/fila-do-emprego.html' title='Fila do Emprego'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110285569451594972</id><published>2004-12-13T01:21:00.000-03:00</published><updated>2004-12-12T21:17:34.390-03:00</updated><title type='text'>Viagens - vol. I</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Viagens - O Medo de Avião&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar é sempre uma coisa ótima, certo?  Depende, diria eu. Principalmente se o eu em questão for um eu suburbano que havia mais de dez anos não viajava de avião. Aquele pedaço gigante de ferro que voa é difícil de controlar, imagino eu. Embora seja o segundo meio de transporte mais seguro do mundo - o primeiro é o elevador, acredite - me assusta o fato de que se o avião der defeito, ou se o comandante conchilar no manche - sem segundas intenções, por favor - não há para onde correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esta longa - porém necessária - introdução, sinto-me à vontade para tornar público o dia em que todos os meus medos - quase - se tornaram realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo do Rio de Janeiro para o Recife, tudo se pronunciava a favor de um calmo vôo. Céu Azul, minha mulher ao lado, a vista da Baía de Guanabara e do Cristo Redentor, uma pequena e teimosa lágrima que caía malandra no lado esquerdo da face e a sensação de tchau estampada nos meus sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após duas horas de viagem, um suco de frutas - " - Este suco é natural? Não, nesta companhia de aviação o suco é &lt;i&gt;sobrenatural&lt;/i&gt;" - e algumas seis revistas lidas, notei que ao invés do céu azul, o pedacinho de lata estava envolto por várias nuvens, e a janelinha estava molhada. " - Ops, chuva", pensei eu. Pensei certo, em parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era uma chuva, e sim um dilúvio. Se meu desespero tivesse tomado conta, estaria contando que vi Noé e um casal de rinocerontes me dando tchau da arca, mas como meu estado se manteve com um mínimo de dignidade, esta visão se torna apenas uma suspeita. Adicione-se a isto o fato de todos os amigos que viajaram para o Recife terem me advertido sobre a turbulência que balança os aviões nos arredores da capital pernambucana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turbulência se manifestou brilhantemente. Fiquei verde. Não somente verde. Como diria o Rei Roberto Carlos, verde, amarelo, azul e branco também. O avião não conseguia pousar nos Guararapes¹, eu não conseguia me mexer na cadeira e minha mulher não conseguia me acalmar. Combinação perfeita para um drama. O avião teve de arremeter três vezes e fazer a volta por João Pessoa em todas elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com minha ignorância, não sabia o exato significado de arremeter, mas lembrava que,  na maioria dos últimos acidentes aéreos, foi em uma arremetida que o avião se chocou contra algo. Eu só pensava duas coisas: A primeira, que eu não deveriar entrar em pânico; a segunda, que eu já estava em pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais de uma hora, o avião finalmente conseguiu pousar e eu finalmente entendi porque o Papa beijava o chão de todo lugar onde o avião dele pousava. Ele deve ter medo de avião. E falando em medo de avião, ao entrar no táxi adivinha qual  música tocava? &lt;i&gt;"Foi por medo de aviãaaaaaao"&lt;/i&gt;²...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt; ¹ - Aeroporto da cidade do Recife; ² - Música de Belchior&lt;/small&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110285569451594972?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110285569451594972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110285569451594972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110285569451594972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110285569451594972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/viagens-vol-i.html' title='Viagens - vol. I'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110264794938705905</id><published>2004-12-10T01:34:00.000-03:00</published><updated>2004-12-10T10:00:55.490-03:00</updated><title type='text'>Desconhecidos vs. Famosos</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Desconhecidos &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; Famosos&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align ="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três atos, três estórias e três níveis de fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nivel 1 - Quase desconhecido&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolava um futebol descontraído no subúrbio do Rio de Janeiro, em uma quarta-feira do ano de 1995. Futebol no subúrbio quarta-feira é uma instituição quase sagrada que tem horário certo de começo e término. As mulheres cariocas sabem que não precisam se preocupar na quarta, pois seus pares estarão em casa antes das 22 h, para ver a jornada futebolística da TV Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, em um destes embates pela bola, houve uma dividida ríspida, a qual se seguiu este diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Meu irmão, quer quebrar a minha perna?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Deixa de ser maricas, futebol é pra homem!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Meu irmão, sabe quem eu sou? Sou Fábio Noronha, goleiro do Flamengo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Prazer, eu sou Alessandre, mas todos me conhecem como Girino. Agora que nos apresentamos, larga de ser mariquinha e joga que nem homem!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o jogo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* * *&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nível 2 - Famoso&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André e dois amigos estavam no Baixo Gávea dia desses de pré-carnaval, após o desfile do Monobloco¹. Em estado de sobriedade duvidoso, buscaram a aprazível região para tomar mais algum (ns) gole(s) de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os três procuravam o bar mais vazio - e mais barato -  do local, surge a figura de Tânia Alves. Bela e esguia para sua já não tão tenra idade, Tânia desperta em André o desejo de revelar algo que há muito guardava para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Tânia Alves!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Oi!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Sou seu fã!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Ah é? Você tem meus discos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Não, eu tenho sua Playboy!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Tânia Alves ficou visivelmente ruborizada, os amigos de André - inconformados - não o perdoaram por ter esquecido de perguntar o mais importante: Quando a filha de Tânia posaria nua? Tudo bem. Menos de um ano depois, a filha dela posou nua. Coleções completas e paz reestabelecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* * *&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nível 3 - Mito&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um menino passeava pelo calçadão da praia. Tinha seus 15 anos.  Um menino suburbano, que - crescido no Rio de Janeiro - nunca se importou com a presença de atores. Se considerava um carioca, e sendo um carioca, partia da teoria que se um escafandrista sentasse em um bar, o carioca continuaria indiferente². Mas como toda regra tem sua exceção, para ele só um artista o deixaria transtornado: Chico Buarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia de semana, o menino míope foi à praia de óculos ao invés de lentes. Mergulhou no mar gelado do Arpoador³ e ao sair da água decidiu comprar um refrigerante - sem os óculos. Ao entrar na ciclovia, sentiu um tropeção sobre seu corpo, de um praticante de cooper. Quase ia soltando um palavrão, quando ouviu um singelo " - Desculpe", tomou um tapinha nas costas, e notou um par de olhos cor de ardósia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver o par de olhos, ficou na dúvida se era seu ídolo máximo, uma vez que aquela cor de olhos era raríssima. Tentou observá-lo, fazendo inclusive aquele ridículo buraquinho com as mãos, como uma pequena luneta. Quando o homem do cooper estava a mais de 100 metros de distância, um amigo seu veio lhe falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Cara, o Chico Buarque tropeçou em você!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste dia - e desse incidente inglório -  o menino sempre contou esta estória aos conhecidos e amigos, ressaltando que tomou um tapinha nas costas do Chico Buarque. E nunca mais foi à praia sem lentes de contato. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt; 1 - Famoso bloco percussivo do Rio de Janeiro; 2 - frase incidental de Fernanda Montenegro; 3 - A melhor praia urbana do mundo&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110264794938705905?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110264794938705905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110264794938705905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110264794938705905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110264794938705905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/desconhecidos-vs-famosos.html' title='Desconhecidos vs. Famosos'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110246699356932663</id><published>2004-12-08T01:31:00.000-03:00</published><updated>2004-12-10T00:11:45.343-03:00</updated><title type='text'>Gauche</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Gauche&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente é jornalista. Acorda às 5:30 da manhã, beija sua mãe e seu pai. Benção. Brinca com o irmão, toma banho, se arruma e vai trabalhar. Vai de trem, coisa rápida. Escolheu este meio de transporte por mais um motivo: Às 6 da manhã de uma alvorada dessas, encostaram-lhe um revólver na cabeça. Não, não era ladrão, era polícia, e perguntava o que Vicente estava fazendo naquele carro, o seu carro, comprado com muito esforço. Ah esqueci de dizer, Vicente é negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, continuando, ele pega o trem na estação. Trem lotado, cheio de trabalhadores humildes, alguns camelôs e dois ou três pastores chatos que gritam e pregam a viagem inteira. O trem chega ao seu destino. Aleluia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia é cinza, que cobre o céu inteiro. O mormaço cobre o corpo de Vicente de calor. A camisa encharcada pelo suor, neste tempo abafado. E Vicente rasga as avenidas do centro da cidade, sem a mínima pressa, para poder observar a arquitetura. Observa a beleza dos prédios, mas também a tristeza dos menores, sujos e drogados debaixo das marquises, cheirando cola e tíner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observa os executivos, colados a outros executivos, que falam enrolando a língua, passando indiferentes aos desempregados que fazem fila em uma agência de trabalho qualquer. Para os executivos, aqueles não estudaram. Merecem estar assim. - "É o mesmo tipo de gente que rouba dinheiro público e empobrece o povo", pensa Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua a caminhar, observando todas as coisas que são necessárias ser vistas. Figuras permanentes do quadro que costuma-se chamar de "Cidade Maravilhosa". Com esse panorama, Vicente mareja os olhos. Luta para não deixar a lágrima cair, e consegue. Se imagina "gauche"¹, e talvez seja mesmo, por ser sensível - raridade nos tempos de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega ao trabalho, conseguido com muito esforço e capacidade, assim como a Universidade Pública, que ele, suburbano, fez no meio de tantos outros das elites dominantes. No meio daquele barulho de impressoras, chefes estressados e outros que não fazem nada, ele abre a janela. Dá de cara com a vista cinza de uma parede, mas sabe que atrás daquela parede tem um céu, uma visão, um Cristo Redentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente é brasileiro, Vicente é humano, Vicente tem fé. E tendo fé, reza por aqueles que quase fizeram sua lágrima cair. Aqueles injustiçados. Reza por ele, por uma boa volta pra casa. Para abraçar o pai, para beijar a mãe, para sacanear o irmão, tricolor, enquanto ele é rubro-negro. Sabe que tem uma ótima situação em casa e agradece por isso, mas nem por isso deixa de lutar. Luta, vive e é feliz. E sabe que tem comidinha da mamãe esperando por ele em casa. Graças a Deus. Amém&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;i&gt;texto em homenagem a um grande amigo, &lt;b&gt;&lt;a href="http://pretopobresuburbano.blogspot.com"&gt;Vicente&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, que - afora os exageros que o conto não prescinde - é uma pessoa fabulosa, sincera e leal. A ti, grande amigo dos sambas e do Maracanã, dos momentos bons e ruins, das vitórias e empates e comemorações de títulos do Flamengo em pleno posto de gasolina em Olinda no Carnaval, um grande e saudoso abraço, na certeza de que nos encontraremos de novo, para tomar uma cerveja e falar besteiras.&lt;small&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;¹ Diferente, diverso; Palavra utilizada por Carlos Drummond de Andrade em um de seus mais famosos poemas - que obviamente não lembro o nome.&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110246699356932663?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110246699356932663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110246699356932663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110246699356932663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110246699356932663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/gauche.html' title='Gauche'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110229098342595613</id><published>2004-12-06T13:49:00.000-03:00</published><updated>2004-12-05T22:22:12.546-03:00</updated><title type='text'>Um mundo melhor</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Um mundo melhor&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo melhor não é propaganda do Rock n´Rio. Um mundo melhor não é uma coisa de fora para dentro. É coisa de dentro para fora, para ser feita com o coração e a alma. De preferência com ambos sincronizados. Porque todo ano queremos um mundo melhor, mas muitas vezes não fazemos nada para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo melhor não é abaixar a cabeça. Jesus ofereceu a face e deu no que deu. É saber perdoar, mas perdoar reconhecendo a extensão do erro que foi cometido e o mal que este causou, porque uma pessoa machucada não faz um mundo melhor. Da mesma forma, é pedir perdão sabendo a besteira que fez, porque alguém sem noção de seus defeitos não faz um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo melhor se faz com sorrisos. Muitos. Mas lágrimas são necessárias, porque sem lágrimas não há como se preparar para um sorriso, e tratar um sorriso como um Peso Argentino - sem valor - é um acinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo melhor se faz com amor, cafunés e cerveja. Sim, com cerveja, porque um mundo politicamente correto demais não é melhor. É chato. De chato já bastam algumas pessoas. O mundo tem que ser legal, o mundo tem que ter o suingue de Jorge Ben fase Samba Esquema Novo, o encontro da malícia com a inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo melhor se faz com você. Um mundo melhor se faz comigo. Um mundo melhor se faz conosco. Mesmo que você não goste de mim. Ou vice-versa. Pegue o pedacinho do mundo onde eu não estou e faça um lugar melhor. Eu farei o mesmo em outro pedacinho. E - se não nos gostarmos - quando nos encontrarmos teremos pedacinhos melhores cheios de &lt;i&gt;savoir-faire&lt;/i&gt; com o outro. Se nos gostarmos, uniremos os pedaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo melhor não se faz com promessas, e sim com atos. Estou tentando, tente também! Óbvio, sei que somos humanos e passíveis de - muitos - erros, mas se a gente não começar a tentar, quando melhoraremos? Então temos de tentar né? Pois é, vamos em busca de um mundo melhor. Olha, esse ano está acabando e esse texto também. Pense no que eu disse. Um bom ano que vem para você e para mim. Um bom mundo melhor para todos nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110229098342595613?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110229098342595613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110229098342595613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110229098342595613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110229098342595613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/um-mundo-melhor.html' title='Um mundo melhor'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110203621012340951</id><published>2004-12-03T01:04:00.000-03:00</published><updated>2004-12-02T22:17:42.426-03:00</updated><title type='text'>Miragem</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Miragem&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos era um rapaz tranquilo. Nascido na Bahia e  morando há tempos  no Rio, conseguiu mesclar sua malemolência baiana ao suingue sangue bom carioca sem nenhum problema. Adorava a cidade, suas vistas, seu futebol e suas mulheres. Falando em mulheres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passava das 17 horas quando Marcos foi visitar seu amigo Rogério. Ao tocar a campainha, uma morena escultural veio atender a porta. Sorriso largo, curvas mais perigosas que as de Spa-Francorchamps¹ e um par de pernas fenomenal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos ficou abobalhado ao ver aquela escultura móvel. Perdeu até a fala. Convidado para entrar, pensava em muitas coisas. Entre as publicáveis, estas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " É muita mulher!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " É muito gostosa!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " É uma miragem!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inebriado pelo som de Chet Baker ecoando pela sala, Marcos batia papo animado com Marcela, nome pela qual ela se apresentou. Rogério, seu grande amigo, virou assunto secundário naquele momento. Com o decorrer do papo, Marcos tomou coragem e convidou Marcela para jantar. Ela respondeu com seu sorriso demolidor. Um sim inequívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos considerava aquela batalha ganha. Iria levá-la para jantar. Depois, na hora da sobremesa, era partir pro abraço. Rogério apenas observava de longe. Quando já estava discretamente encostando a mão nas pernas de Marcela, escutou a voz da mãe de sua presa fluir da cozinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " Marcelo, quer jantar agora?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos achou que não tinha escutado direito. A voz se repetiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " Marcelo, vai jantar ou não?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " Não mamãe, vou sair com Marcos para jantar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se teve notícia de uma crise estomacal surgida de forma tão abrupta. Marcos ligou para Rogério semanas depois, esculhambando o amigo por ter lhe escondido que não tinha uma irmã e sim um irmão. O diálogo terminou como começou, com Rogério gargalhando do outro lado da linha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " Mas Marcão, você não perguntou nada..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " Pô Rogério, ela, ou ele, ou ele que era ela sei lá, era perfeita! Era uma miragem no deserto..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos levou para a vida toda a lição de que, quando há água demais no deserto, provavelmente é uma miragem. E em todos os encontros que teve após esse, procurou uma maneira de se certificar que estava com alguém que possuía cromossomos XX.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;small&gt;¹ - Circuito de Fórmula 1 localizado na Bélgica, um dos mais rápidos - e perigosos - do mundo.&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110203621012340951?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110203621012340951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110203621012340951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110203621012340951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110203621012340951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/miragem.html' title='Miragem'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110186543363746548</id><published>2004-12-01T13:32:00.000-03:00</published><updated>2004-12-01T00:09:35.316-03:00</updated><title type='text'>A Feiticeira e o Cavaleiro</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;A Feiticeira e o Cavaleiro&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um menino. Um menino muito esperto e forte, que não tinha medo de nada. Em suas caravelas de papel, era o almirante. O Barão Vermelho que pilotava pipas que rasgavam os céus, provocando a queda de outras, como ases alemães em aviões inimigos. Não tinha medo de sangue, não tinha medo da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encrencas com garotos maiores, cachorros ou vizinhos rabugentos não o faziam tremer, pois sabia que, quando chegasse em casa, sua avó estaria lá, como uma feiticeira imbatível, com a fórmula mágica para a cura de seus percalços, uma poção mágica chamada Elixir Sanativo, acompanhado de seus carinhos, conselhos ou broncas, livrando-o de todo mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a noite chegava, não tinha medo do escuro, pois sua guardiã leria mais uma fábula na qual o bem venceria o mal, inexoravelmente. Cresceu acreditando nas coisas boas da vida, na felicidade. Estudou, se formou, batalhou, para orgulho de sua avó, a sua feiticeira imbatível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e o menino virou homem. Um cavaleiro dos tempos modernos. Falando em tempo, ele surgiu como o grande inimigo de sua mentora. Começou a roubá-la, em uma rotina pontual e diária, pedaço a pedaço. Em um fatídico dia, se apresentou como “o” inimigo final: Invisível, incansável e - pior de tudo - invencível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que ela lutasse e se mantivesse forte, a magia que a envolvia começou a se esvair e deixou-a desprotegida. O menino-homem que nunca teve medo, mas sempre teve esperança, se deparou com uma inversão de sentimentos. Conheceu a face gélida do medo e perdeu a sua esperança. Começou a não dormir, a chorar em seco, relembrando o passado como um grosso livro antigo, lido em segundos, com páginas se poendo e desaparecendo entre seus dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem com alma de menino começou a se sentir só, e contestou um Deus que ele não sabia mais se existia, mas que, se existisse, seria muito injusto com ele e sua amada avó. A feiticeira, mesmo perdendo a luta contra o tempo, se mantinha serena e sábia. Lutar contra o tempo seria inútil, mas lutar pelo seu protegido cavaleiro jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia o olhar longínquo e diferente de seu querido neto. A alma infante, amedrontada e triste. Sabia que o destino a levaria, de forma quase intuitiva, mas antes disso teria de lutar para ensinar seu neto a domar e lidar com o medo, que deixado livre e selvagem, é um inimigo muito pior que o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a isso ela se dedicaria até a hora em que o tempo a levar: A lutar pelo seu menino de ouro. Enquanto houver chances o menino lutará pela feiticeira. Enquanto houver sopro de vida, a avó lutará pelo cavaleiro. Mas ambos nunca esquecerão este dia. O dia em que o cavaleiro sentiu medo de perder a avó. E a feiticeira sentiu medo que o menino se perdesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;small&gt;Texto em homenagem a um grande amigo, o &lt;a href="http://blogqueninguemle.blogger.com.br"&gt;Ice Man&lt;/a&gt;, que passa por um momento delicado em sua vida. Mandei a ele o original, e ele colocou alguns pequenos - porém relevantes - pontos. O resultado está aqui, em um trabalho a quatro mãos: Duas mãos que sentem a dor e outras duas que são solidárias. Força amigo.&lt;/small&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110186543363746548?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110186543363746548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110186543363746548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110186543363746548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110186543363746548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/12/feiticeira-e-o-cavaleiro.html' title='A Feiticeira e o Cavaleiro'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110169055105053321</id><published>2004-11-29T13:01:00.000-03:00</published><updated>2004-11-28T22:09:11.053-03:00</updated><title type='text'>O Nome</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;O nome&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida de um escritor deve ser muito dura. Escrever - e bem - além de bolar títulos memoráveis para iguais textos. Como não sou um escritor, apenas um pseudo-escritor, batizar meus textos é quase um suplício, que dirá nomear o espaço onde eles - os textos - repousam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre elocubrações sobre o nome de um pretenso livro, vários pularam e saltitaram sobre minha cabeça, como feijões - Arriba! Arriba! - mexicanos. Nomes como "Conversando com a Naja" e "Nova Tendência". Dispensei o segundo porque cria a obrigatoriedade de ser novo e noventa por cento das coisas desse mundo não são originais. Sob este aspecto, sou partidário da teoria chacriniana(sic) de que nada se cria e tudo se copia. Inclusive Chacrinha copiou isso de Lavoisier. Já o primeiro dispensei porque não me considero uma pessoa com uma dose de toxina elevada. Eu não me considero, não sei se a opinião dos outros é a mesma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando os pretensos nomes, "Primeiro Ato" neguei por parecer nome de disco do Br´Oz; "Palavras Livres", por parecer um retrato neo-comunista; "Meus Escritos, Minha Vida", vetado porque das duas uma: 1 - Colocando minha idade e iniciais, associado a um epíteto do tipo "Drogado e Michê", me fariam sentir uma nova Cristiane F., e isso não consta dos meus planos; e 2 - Parece título de biografia de pastor, político ou cantor de segunda linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tortuoso caminho para escolher um nome para meu imaginário caderno literário, nem o mais comum deles - "Livro" - eu posso usar. Caetano Veloso já fez isso - em um CD, claro, porque Caetano é extravagante até quando a boca treme - e cortou meu barato. Talvez devesse consultar os biblioteconomistas do Brasil, mesmo sabendo que todos eles, juntos, cabem em um ônibus e ainda sabendo que minha sogra - biblioteconomista - pode me matar depois de ler isso. Mas quem deve entender de nome de livro são eles, os "daquela palavra gigante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já cansado e desiludido com o fato de não achar um nome, decidi por "100 contos que não valem nada". 100 porque é um bom número. Paulo Coelho faz livro com menos de 100 páginas e entra na ABL. Mesmo que ele faça um de 500, menos de 100 serão úteis (Mas "Brida" é muito bom, admito). Contos porque tudo que se escreve atualmente se chama de contos, mesmo que sejam ensaios, artigos, crônicas, et ceteras e tals, todo mundo que lê algo hoje em dia diz: "Bonito conto". Que não valem nada porque realmente não valem nada. E eu não perdi a autocrítica aguçada. Além de tudo, é um nome com manifesto anti-capitalista velado, para não perder a atitude falsamente libertária e pré-comunista que caracteriza todo autor pretensioso. Isto posto, senhoras e senhores: Meu caderno literário imaginário é o "100 contos que não valem nada".&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110169055105053321?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110169055105053321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110169055105053321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110169055105053321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110169055105053321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/11/o-nome.html' title='O Nome'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110143482233418836</id><published>2004-11-26T01:04:00.000-03:00</published><updated>2004-11-26T16:40:15.366-03:00</updated><title type='text'>Quase 40</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Quase 40&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align = "justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean tem quase 40. 40 anos, 40 sonhos, 40 decepções. Por todos os caminhos longos e curtos de sua vida, Jean sofreu tropeços. Foi bêbado algumas vezes e equilibrista em muitas outras. Assim, como o mundo dá voltas e as luas mudam de fase, Jean faz o mesmo. Ele tem quase 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, Jean era noivo. Sua noiva o amava muito. Jean foi para Nova York e se descobriu homossexual. Ser homossexual não é um problema social, é apenas uma questão individual. Aceitar-se ou não é do livre arbítrio do sujeito. Pois bem, voltando de Nova york, Jean encontrou-se com sua noiva e contou-lhe a verdade. O chá-de-panela, marcado para a semana seguinte, virou o "velório do mais novo gay da praça que me abandonou". Ao saber do ocorrido, Jean engoliu em seco as lágrimas, levantou a cabeça e partiu em frente. Tudo bem, eles tinham 25 anos. Hoje, são grandes amigos. Ambos têm quase 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean foi morar em São Paulo a trabalho. É médico. Encontrou-se com Osvaldo, uma pessoa que o ajudou muito em sua trajetória. Osvaldo e Jean se apaixonaram perdidamente. Viveram um grande amor. Osvaldo propôs que Jean fosse com ele para Paris e largasse tudo. Jean pensou, pensou e pensou: "- Je ne regrette rien"*. Não foi. Osvaldo foi, e nunca mais voltou. "- Tenho 30 anos, verei-o de novo. Ou terei outro grande amor." Não encontrou Osvaldo de novo, nem teve um grande amor. Isso o preocupa. Ele tem quase 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou para sua mãe que era homossexual. Achou que ela tacaria todas as pedras que tivesse a mão. Ela compreendeu, apoiou e o abraçou. Ele chorou, envergonhado com seu pré-julgamento. Ela não se arrependeu jamais disso. Era algo previsível. Afinal, ele tinha só 35 anos. Ela tinha quase o dobro dos 40. A experiência serve de muita coisa. E embora, nem todo o experiente tenha idade avançada, todos de idade avançada são experientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores afirmam que em certas idades o ser humano deixa de se abrir para novas experiências. Deixa de comer coisas novas aos 35 anos, de ouvir novos sons aos 40, e por aí vai... Eles dizem, mas será que isso ocorre? Voltando a Jean, ele está sempre se redescobrindo. Como médico que é, diagnostica os erros de seu passado e não os esconde com placebos fugazes. Agora ele é independente, deixou de ser refém de seu preconceito e dos preconceitos alheios. Ele só quer salvar vidas, cultivar seus hobbies e amar. Ele também cansou de esperar um novo amor. Agora, ele corre atrás, se embebedando de paixões e se equilibrando nos momentos difíceis, mudando de fase em fase, sempre para melhor. Ele aprendeu muito. Pois é, ele tem quase 40.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;* - Eu não me arrependo de nada, em francês - clássico na voz de Edith Piaf, regravado por Cássia Eller&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110143482233418836?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110143482233418836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110143482233418836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110143482233418836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110143482233418836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/11/quase-40.html' title='Quase 40'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110128848240951040</id><published>2004-11-24T06:20:00.000-03:00</published><updated>2004-11-24T06:29:23.180-03:00</updated><title type='text'>Dogmas Cotidianos</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Dogmas Cotidianos&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas na vida cotidiana com as quais não adianta criar polêmica. São absolutas e não admitem debate. Cada pessoa tem seus próprios dogmas inatingíveis. Aqueles que não se conseguem compreender ou que se compreendem e se aceitam solenemente, tal e qual uma religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: Minha &lt;a href="http://blogdabaratinha.blogger.com.br"&gt;mulher&lt;/a&gt; escreve melhor do que eu. É fato. Não se discute e não é só isso. Ela cozinha, borda, fala inglês, tudo melhor que eu. Só não joga bola melhor do que eu porque não tentou, mas não duvido nada que se calçasse chuteiras seria meio-campo do time do Sport, aquele time rubro-negro pernambucano tão ruim como todos os rubro-negros do Brasil (como toda regra tem exceção, exclua-se o Atlético Paranaense).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato acima relatado é um dogma inexorável na minha vida. Ela simplesmente escreve muito bem, de forma lúdica. Algo que minha impureza e sarcasmo jamais deixariam que eu fizesse. E acho isso lindo, maravilhoso. Tem uma leveza no jeito de escrever, um colestrol léxico bom (você entendeu "colesterol léxico"? pois é, nem eu), ao contrário dos meus textos pesados, cheios de barrigas. Ela será uma escritora muito famosa e reconhecida um dia, como Jorge Amado foi. E eu ficarei relegado a Zélia Gattai. Pelo menos eu herdo a cadeira da ABL...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato relatado acima é um dogma meu que compreendo e aceito solenemente. Mas ainda há os incompreensíveis. Enigmas cotidianos de menor ou maior complexidade. Dentre os de menor complexidade estão aqueles do tipo: &lt;i&gt;"Por que tudo junto se escreve separado e separado se escreve com tudo junto?"&lt;/i&gt;, e coisas do tipo. Nos de maior complexidade, há fatos como: &lt;i&gt;"Por que o lado do pão que contém manteiga sempre cai no chão?"&lt;/i&gt;. Situações que simplesmente se aceitam, porque não se encontra explicação plausível. Quer dizer, se eu fosse professor de português encontraria a explicação sintática ou semântica da primeira indagação e se fosse físico ou matemático, encontraria a explicação da segunda. Mas não sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou praticamente igual a todo mundo, com algumas diferenças. Um ser que se sente fascinado pelo inexplicável e por tudo que é imoral, ilegal ou engorda. Criando alguns dogmas, derrubando outros. Ignorante em muitas coisas, consciente de tantas outras e muito pouco sábio. Adoro desvendar os enigmas cotidianos da sociedade, para encher a boca com a empáfia característica de todo filósofo beberrão, dizendo em alto e bom som: "EU sei porque isso acontece". Mas aquele lance da manteiga... eu ainda não consegui descobrir. Droga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110128848240951040?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110128848240951040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110128848240951040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110128848240951040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110128848240951040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/11/dogmas-cotidianos.html' title='Dogmas Cotidianos'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110108919021043710</id><published>2004-11-22T13:01:00.000-03:00</published><updated>2004-11-21T23:29:35.163-03:00</updated><title type='text'>A Fotografia que Não Existiu</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt; A Fotografia Que Não Existiu&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi acordado às 7 da manhã de um dia turvo, nublado. Apavorada do outro lado da linha, sua namorada de muitos anos. Ela disse:  "- Estou grávida". Knock-down. Soco desferido no estômago com precisão ferina. A boca secou. A respiração cessou. Por um instante ficou sem reação. Dois instantes. Três, talvez. Deixando o eufemismo de lado, a manhã inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou no sorriso de sua namorada. Anos de amor. Planejavam se formar e logo após casar. Tinham um grande futuro pela frente. Ela, de família de funcionários públicos renomados. Ele, de família humilde, mas um garoto prodigioso no que estudava. De repente uma bomba em forma de notícia. O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um dia longo, em que segundos viraram horas, se encontraram. Ele tomou a iniciativa. Respirou fundo e disparou: "- Quero que tenhamos esse bebê". Achava que os sinais do destino eram claros, e que valia a pena seguí-los. Ela parecia não ter ouvido a frase, e de pronto respondeu: "- Vou abortar". Ele silenciou. Queria o contrário, mas não teve forças para repetir o que havia dito anteriormente, desde sempre. Silenciou, de forma companheira e calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela marcou todo o procedimento necessário. Realizou-o. Ele acompanhou-a em todos os passos. Rachou o pagamento da clínica. Foi com ela na cirurgia. Chorou copiosamente por dentro, implodindo com uma dignidade que só os sabidamente derrotados conseguem ter. Saíram de lá arrasados. Massacrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles passaram na farmácia. Ela, anestesiada no carro, chorava copiosamente para fora, explodindo com uma fragilidade que só os reconhecidamente arrependidos conseguem expor. Ele voltou com os remédios. Deixou-a em casa, aos cuidados da sua cunhada. E saiu a esmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu de carro e ligou o rádio. Enquanto imaginava o que poderia ser do seu futuro com a mulher querida e o filho que não se consumou, a estação de rádio prega uma peça, tocando em seqüência &lt;i&gt;"All of my Love"&lt;/i&gt;, do Led Zeppelin, e &lt;i&gt;"Tears in Heaven"&lt;/i&gt; de Eric Clapton. Duas pancadas sobre a perda de filhos. Verteu mais lágrimas, sentidamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigiu mais umas boas dezenas de quilômetros sem saber para onde ia. Imaginou mais uma vez o futuro já pretérito com a mulher querida e o filho que não se consumou. Uma fotografia que nunca será tirada, pois a cena não existiu. Naquele momento, acabou-se a inocência. E o relacionamento também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110108919021043710?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110108919021043710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110108919021043710' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110108919021043710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110108919021043710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/11/fotografia-que-no-existiu.html' title='A Fotografia que Não Existiu'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110086563387739610</id><published>2004-11-19T08:55:00.000-03:00</published><updated>2004-11-19T12:17:25.770-03:00</updated><title type='text'>O Elevador</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;O Elevador&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou no elevador. Ia para o décimo-terceiro andar. Eram 3 da madrugada. - "Um horário inóspito", pensou. Estava doido para chegar em casa. Tinha acabado o plantão e bebido umas cervejas. Estava com a bexiga cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou no elevador. Apertou 13, pequena viagem. Assim que fechou a porta, não resistiu: Soltou um pum barulhento e fedido. Sentiu-se aliviado. Iria pagar a penitência daquele pecado, sentindo o cheiro fétido de sua obra. - "Mas sentirei sozinho", pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles intermináveis segundos entre o térreo e o décimo-terceiro andar, apenas esperava a porta abrir. Ela abriu. No sétimo andar. Um casal entrou. Ela morava no sétimo e ele, no décimo-quinto. 3 da madrugada. Horário inóspito. - "Por que o machismo maldito existe? Se não existisse, ele dormiria na casa dela.", pensou, desesperado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médico renomado, chefe de emergência de um dos maiores hospitais do Recife, olhou apavorado para aquele casal. Sua reputação no prédio estaria arruinada. Como poderia defender suas posições na reunião do condomínio? Logo diriam: - "O peidão quer falar! O peidão quer defender maior orçamento para a limpeza, mas como defender a limpeza se ele polui o ambiente?". Pensou em outras chacotas, murmúrios nos corredores dos quatro blocos do edifício. Porteiros e diaristas o olhando de lado, com desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se em uma cela. O elevador, que seria seu porto seguro, se transformou em uma cela. Ironia. Com dois inquisidores a nem sequer encará-lo, olhando um para o outro, dizendo coisas apaixonadas de forma silenciosa. Ironia. - "Pura ironia, estão é disfarçando", pensou, enquanto escutava apenas arrulhos. - " 20 anos de serviço, ajudando os outros, alicerçando uma reputação, para aqui, agora, ela se esvair... em gases".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Décimo-segundo andar, escuta o casal falar pela primeira vez: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Amor?"&lt;br /&gt;- "Oi."&lt;br /&gt;- "Esqueci o descongestionante nasal, como nós vamos conseguir dormir, se ambos estamos com uma sinusite braba? Temos de voltar em casa e pegar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apertam o elevador para o sete. Abre-se a porta no décimo-terceiro andar. Alívio. Não sentiram o cheiro. Alívio. Está na porta de casa. Alívio. Alívio. Tanto alívio que não segurou a bexiga, se molhando inteiro. Mas tudo bem. Afora ter de lavar a calça branca, não teve nenhum prejuízo. E decidiu segurar seus ímpetos secretos ao entrar no elevador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110086563387739610?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110086563387739610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110086563387739610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110086563387739610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110086563387739610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/11/o-elevador.html' title='O Elevador'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8781606.post-110073934787532054</id><published>2004-11-17T21:54:00.000-03:00</published><updated>2004-11-19T13:22:56.813-03:00</updated><title type='text'>Bailarina</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;center&gt;Bailarina&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align= "justify"&gt;&lt;br /&gt;Carol é bailarina. Ballet é a arte de rodopiar sobre si mesmo, aguentando todo seu peso com a ponta dos pés. Também é a arte de usar coques engomados e maquiagem pesada, ficando com ar angelical. E podemos complementar que é a arte de usar tutu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque falar disso tudo, com essas considerações nem um pouco pertinentes. Carol não faz ballet clássico. Carol dança forró. Forró clássico. Triângulo, zabumba e acordeón. Mas dança com graça e leveza comparáveis às da bailarina tradicional. E faz isso tudo sem usar tutu. Carol gira, rodopia. Para lá e para cá, compassada pela batida da zabumba, igual a do coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em coração, é o único lugar onde Carol não se equilibra. Por culpa aquelas coisas que só os Deuses do amor sabem, ela não consegue se envolver com um par de braços carinhosos, cúmplices. Os Deuses do amor são tão imprevisíveis - e incompreensíveis - quanto os do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos grandes bailes do forró, onde a festa rola solta até os primeiros raios de sol, Carol procura um parceiro. Que seja dançarino, mas não se desequilibre ao encontrar o amor. Que saiba fluir pelo coração com passos tão leves quanto os exigidos pelas pistas de dança. E isso está difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela se equilibra cândindamente, na ponta do coração. Não usa maquiagem pesada, não usa tutu. Busca seu dançarino, seu bailarino. Enquanto não encontra, dança só. Mas sempre olhando para frente. A quem ela concederá esta dança? O futuro dirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;E antes que você me pergunte o que é tutu, eu não sei explicar. Sei que é muito importante para o ballet. Minha mulher já cansou de falar sobre o tutu, mas ainda não decifrei-o no meio de toda indumentária. Quando você descobrir o que é exatamente, me diga.&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8781606-110073934787532054?l=100contos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://100contos.blogspot.com/feeds/110073934787532054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8781606&amp;postID=110073934787532054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110073934787532054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8781606/posts/default/110073934787532054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://100contos.blogspot.com/2004/11/bailarina_17.html' title='Bailarina'/><author><name>Art</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06411340298998465562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
